Equipe econômica não quer nem ouvir essa palavra
Apesar de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mentir sobre o barateamento de preços de alimentos, a alta real no preço da comida para os brasileiros faz o governo bater cabeça.
Depois de mais um erro de comunicação, desta vez falando em intervenção em preços de alimentos, o governo reagiu rapidamente para tentar evitar mais uma onda de desgaste para o presidente da República na economia.

A equipe econômica não quer nem ouvir falar em intervenção nos preços dos alimentos, mas em medidas dentro das regras de mercado para ajudar na queda no valor da comida.
O autor da frase prometendo um conjunto de intervenções nos preços dos alimentos, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, passou o dia falando com a imprensa, esclarecendo que havia cometido um engano na sua frase e garantindo que nenhuma medida artificial de controle de preços seria adotada.
Basta uma ida ao supermercado para os consumidores brasileiros perderem a paciência. A sensação é de que os preços estão descolados da realidade medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do país.
O resultado final do indicador em 2024 mostra que os preços subiram 4,83% no ano, mas o número é uma média e tem muitas nuances.
O desânimo no supermercado se explica porque o grupo que puxou o indicador foi Alimentação e bebidas (7,69%). Itens como carne, café e leite subiram muito a mais que essa média, o que ajuda a piorar a percepção dos consumidores.
A crise afeta mais os mais pobres. Para quem ganha até um salário mínimo, por exemplo, a forte alta dos alimentos gera um impacto muito maior no bolso do que para quem ganha até 40 salários.

