Um grande corte de energia afeta grande parte do Chile nesta terça-feira. Segundo o coordenador elétrico, por volta das 15h16 (horário local) de hoje foi registrado o apagão que afetou vários municípios de Santiago e diversas regiões do país, de Arica a Los Lagos.
A entidade, responsável pela operação das instalações elétricas, informou através da sua conta X que a emergência provocou “perda de consumo em diversas regiões do país”.
Entre as áreas mais afetadas destaca-se a região de Antofagasta. Além disso, vários serviços básicos foram comprometidos pelo apagão, incluindo o Metrô de Santiago e a EFE. Dada a magnitude da emergência, as autoridades convocaram imediatamente um Comité de Gestão de Risco de Desastres (Cogrid) a nível nacional.
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.A Associated Press informou que algumas regiões enfrentam “caos”. Em Santiago, por exemplo, o metrô suspendeu completamente as operações por tempo indeterminado. Mais de 2 milhões de pessoas utilizam o transporte ferroviário diariamente.
Até a última atualização desta reportagem, o Aeroporto de Santiago operava normalmente por meio de geradores internos. Já a Latam Airlines informou que alguns voos podem ser afetados.
Há relatos de falta de luz em outras regiões turísticas do Chile, como Valparaíso. Hospitais precisaram transferir alguns pacientes, enquanto escolas suspenderam as aulas.
O serviço de telefonia móvel está instável em algumas áreas do país. O apagão também prejudica o trânsito nas grandes cidades, com semáforos desligados e engarrafamentos.
Além disso, operações em minas foram interrompidas. A Escondida, maior empresa de extração de cobre, estava sem luz, segundo a agência Reuters. Já a estatal Codelco disse que todas as suas minas foram afetadas.
A ministra do Interior, Carolina Tohá, convocou uma reunião de emergência para adotar medidas que possibilitem a retomada do fornecimento de energia elétrica nas próximas horas. Ela também descartou a possibilidade de um ataque.
“Esperamos que o que nos foi dito aconteça, que nas próximas horas teremos o serviço elétrico de volta”, disse Toha. “E se esse não for o caso, teremos que tomar medidas diferentes.”
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