Taxação sobre os carros fabricados fora dos Estados Unidos passa a 25%
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (2/4) um pacote de tarifas sobre produtos importados, um “tarifaço global”. O Brasil está entre os países afetados, com taxa linear de 10%.
De acordo com o republicado, a medida corresponde a uma reciprocidade tarifária contra os principais parceiros comerciais que o país mantém no mundo.
As tarifas serão aplicadas a partir de 5 de abril. Já as tarifas recíprocas individualizadas, mais altas, serão impostas aos países com os maiores déficits comerciais com os EUA a partir do dia 9.
Trump afirmou que “teria sido difícil para muitos países” cobrar a mesma alíquota cobrada dos EUA, e que daria descontos porque os americanos são “muito gentis”.
“Se vocês olharem para aquela primeira linha da China, 67%, essas são as tarifas cobradas dos EUA, incluindo manipulação cambial e barreiras comerciais. […] vamos cobrar uma tarifa recíproca com desconto de 34%”, disse.
“União Europeia, eles são muito duros, comerciantes muito, muito duros. Vocês sabem, vocês pensam na União Europeia, muito amigáveis. Eles nos exploram. É tão triste de ver. É tão patético. 39%, vamos cobrar deles 20%.”
O presidente norte-americano disse ainda que, caso os países não queiram ser taxados, devem transferir suas fábricas para os EUA. “Tarifas dão ao nosso país proteção contra aqueles que nos fariam mal econômico. […] Mas, ainda mais importante, elas nos darão crescimento”, afirmou Trump.
Veja a tabela de tarifas de importação dos EUA:

A primeira medida anunciada por Donald Trump nesse dia de tarifaço foi a taxação de 25% em cima de automóveis a partir desta quinta-feira (3/4). “A partir de meia-noite, nós vamos impor tarifa de 25% para todos os automóveis importados”, disse o presidente.
Ao anunciar o tarifaço, Donald Trump mencionou produtos da União Europeia, Austrália, China, Japão e outros parceiros comerciais. Além dos automóveis, o presidente dos EUA também criticou a importação de carne australiana. O Brasil não foi citado pelo norte-americano em seu discurso.

