Saiba por que o PCC usa metanol para estragar carros e sua saúde

O Primeiro Comando da Capital (PCC) utiliza metanol para adulterar combustíveis vendidos em diversos postos do Brasil, com graves consequências para os veículos dos consumidores e para a saúde da população.

O metanol, um álcool tóxico e corrosivo, é misturado clandestinamente à gasolina e ao etanol em proporções que, segundo investigações recentes da megaoperação de ontem, chegam a até 90% do combustível vendido.

Por que o PCC usa metanol para estragar carros?

A facção criminosa apostou no uso do metanol principalmente por aspectos econômicos e operacionais:

  • Custo mais baixo: o metanol custa cerca de R$ 3 o litro no mercado clandestino, enquanto a gasolina comum e o etanol custam entre R$ 6 e R$ 7 o litro, o que aumenta a margem de lucro para os criminosos.
  • Dificuldade de detecção: o metanol se mistura completamente ao combustível, dificultando o controle da adulteração por métodos comuns de fiscalização.
  • Danos graves aos carros: o metanol causa corrosão em componentes importantes do motor, como bicos injetores, bombas de combustível, câmaras de combustão e sensores. Pode provocar falhas no motor, travamento de válvulas e desgaste acelerado das peças, chegando a inutilizar o veículo após poucos abastecimentos.
  • Riscos à saúde: além dos danos nos veículos, o metanol é altamente tóxico e pode causar intoxicação grave e até a morte de pessoas que entrem em contato direto com o produto, principalmente trabalhadores de postos e motorista.
Impactos econômicos e operacionais

Mecânicos e especialistas explicam que o metanol deteriora a lubrificação e provoca falhas severas em sistemas essenciais do motor. O preço do conserto e manutenção tende a ser elevado, onerando consumidores e os serviços automotivos.

Megaoperação

A megaoperação Carbono Oculto, deflagrada ontem, 27 de agosto de 2025, revelou o esquema do PCC, que movimentava R$ 23 bilhões em recursos ilícitos via importação irregular e mistura clandestina do metanol. Cerca de 2.500 postos foram identificados como envolvidos, com atuação em oito estados. A operação foi coordenada pela Polícia Federal, Ministério Público e Receita Federal, com apoio da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

O uso do metanol pelo PCC não é apenas uma prática criminosa para lucrar com a adulteração — é uma ameaça séria à segurança dos veículos brasileiros e à saúde dos usuários, expondo todos a graves riscos.

 


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