Por Victório Dell Pyrro
A Polícia Federal decidiu atravessar definitivamente a linha tênue que separa a cautela institucional da complacência política. Diante de denúncias explosivas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no escândalo bilionário das fraudes contra aposentados do INSS, a cúpula da corporação optou por um discurso que soa menos como técnica jurídica e mais como esforço explícito de contenção de danos ao entorno do presidente da República.
Coube ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, assumir publicamente esse papel. Questionado sobre as citações ao nome de Lulinha em depoimentos, relatórios e documentos da investigação, Rodrigues afirmou que “não basta uma pessoa ser citada para ser considerada investigada ou não investigada” e que o caso estaria “sob sigilo”. A fala, longe de esclarecer, escancarou o óbvio: a Polícia Federal prefere fingir desconhecimento do próprio inquérito a explicar por que um personagem politicamente sensível aparece reiteradamente ligado ao principal operador do esquema que sangrou bilhões da Previdência.
As declarações do diretor-geral soam ainda mais graves quando confrontadas com o conteúdo já tornado público. Ele chegou a lamentar que a CPI chegou ao filho “prodígio” de Lula, que se tornou bilionário da noite para o dia.
Andrei Rodrigues completou : “Infelizmente surgiu essa possibilidade”
Depoimentos colhidos pela própria PF e apresentados à CPMI do INSS apontam que Lulinha teria recebido cerca de R$ 25 milhões, além de uma suposta mesada mensal de aproximadamente R$ 300 mil, pagos por Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como cérebro financeiro do esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões. Não se trata de boato de rede social, mas de relatos formais de um delator que entregou milhares de páginas de documentos, áudios e mensagens e passou mais de 70 horas prestando depoimento à Polícia Federal.
Em qualquer outro contexto, tais informações seriam mais do que suficientes para, no mínimo, justificar esclarecimentos públicos firmes ou a abertura de procedimentos específicos. No caso de Lulinha, porém, a PF prefere se esconder atrás do argumento do sigilo e da semântica burocrática sobre o que é ou não “ser investigado”. A estratégia é transparente: esvaziar o impacto político das denúncias enquanto o caso corre em banho-maria.
A seletividade salta aos olhos. Em investigações passadas, bastou a menção periférica de um nome para que cidadãos fossem transformados em alvos, expostos, conduzidos coercitivamente e jogados na arena pública. Agora, diante de cifras milionárias, vínculos diretos com o operador central do esquema e material probatório volumoso, a Polícia Federal age como se estivesse lidando com um ruído irrelevante. A mensagem transmitida é devastadora: a lei pesa menos quando o sobrenome é Lula.
O pano passado pela PF encontra eco no campo político. A base governista tratou de barrar a convocação de Lulinha na CPMI do INSS, blindando o filho do presidente de qualquer constrangimento público. O discurso oficial é o mesmo da Polícia Federal: não há “provas definitivas”. O que não se explica é por que essas mesmas instituições aceitam indícios muito mais frágeis quando os investigados não orbitam o Palácio do Planalto.
Ao relativizar denúncias dessa magnitude, Andrei Rodrigues não protege a investigação, mas compromete a credibilidade da própria corporação. A Polícia Federal, que já foi símbolo de enfrentamento à corrupção sistêmica, passa a imagem de um órgão domesticado, disposto a contemporizar quando o escândalo ameaça o núcleo do poder. Não se trata de condenar previamente ninguém, mas de exigir isonomia, rigor e transparência — princípios que parecem ter sido convenientemente arquivados quando o nome citado é o de Lulinha.
Enquanto a PF finge não ver, aposentados seguem contando prejuízos e o país assiste a mais um capítulo do velho enredo brasileiro: quando o escândalo chega perto demais do poder, a investigação encolhe, o discurso amolece e o pano aparece.




[…] Documento expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) mostra como a PF foi obrigada a investigar o filho “prodígio” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). […]
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