Mundo dividido: presidentes de vários países reagem à prisão de Nicolás Maduro pelos EUA
A captura de Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos provocou uma divisão imediata entre chefes de Estado ao redor do mundo, com reações que vão de apoio explícito à operação de Donald Trump a duras acusações de “agressão imperialista” e violação da soberania venezuelana. O tom das respostas revela um mapa político em que governos alinhados à direita celebram a queda do líder chavista, enquanto aliados de Caracas e parte da Europa pedem contenção e respeito ao direito internacional.
América Latina rachada
- O presidente da Argentina, Javier Milei, foi um dos primeiros a celebrar publicamente, repostando o anúncio de Trump nas redes com a mensagem “A liberdade avança. Viva a liberdade!”, e classificando Maduro como “criminoso” e “ditador”.
- Já o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, adotou posição oposta: falou em “profunda preocupação”, classificou os ataques como “agressão à soberania latino-americana” e ordenou o envio de tropas à fronteira com a Venezuela, alertando para risco de crise humanitária.
- No Chile, Gabriel Boric condenou a ação militar e defendeu que a crise venezuelana seja resolvida “por diálogo e multilateralismo, não pela força externa”, enquanto o presidente eleito de direita, José Antonio Kast, prometeu apoiar “todas as ações para pôr fim à ditadura”, expondo o contraste interno no país.
Aliados de Maduro: Cuba, Rússia, Irã e outros
- O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, acusou Washington de “terrorismo de Estado” e pediu que a comunidade internacional reaja ao que chamou de “ataque criminoso” e de violação da “zona de paz” latino-americana.
- A chancelaria da Rússia qualificou as ações dos EUA como “ato de agressão armada” e afirmou que a Venezuela tem direito de decidir seu destino “sem intervenção militar externa”.
- O Ministério das Relações Exteriores do Irã também condenou os ataques e a captura de Maduro, enquadrando o episódio como continuidade da política americana de mudança de regime em países com governos hostis a Washington.
Estados Unidos e aliados ocidentais
- O presidente Donald Trump anunciou pessoalmente que Maduro e a esposa foram “capturados e retirados do país” após “ataques em larga escala” na Venezuela, reafirmando acusações antigas de “narcoestado” e de fraude eleitoral em 2024, e dizendo que o líder venezuelano será julgado por crimes de narcoterrorismo e corrupção em território americano.
- Em Bruxelas, a chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas, pediu “moderação” e respeito ao direito internacional, após conversar com autoridades de Washington, evitando endossar a operação, mas também sem defender o regime chavista.
- Em outras capitais europeias, a reação tem sido mais cautelosa: governos aguardam esclarecimentos formais sobre a base jurídica da operação e o status de Maduro sob custódia, enquanto parlamentares de oposição questionam o precedente de remoção forçada de um chefe de Estado estrangeiro.
Impacto diplomático imediato
- O governo venezuelano – agora sem Maduro à frente – pediu reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, alegando “agressão imperialista” e violação da Carta da ONU, e convocou a população às ruas em “defesa da pátria”.
- Nos EUA, parlamentares de ambos os partidos manifestaram preocupação com a ausência de autorização explícita do Congresso para a operação militar, reacendendo o debate interno sobre limites do poder de guerra do presidente.
Disputa de narrativas sobre futuro da Venezuela
- Para presidentes como Milei e Kast, a captura de Maduro é apresentada como vitória do “campo da liberdade” e oportunidade de reconstruir a democracia na Venezuela, sob forte influência dos EUA.
- Para líderes como Petro, Boric e Díaz-Canel, o episódio é visto como um precedente perigoso de remoção de governo à força, que pode agravar o êxodo de venezuelanos e alimentar instabilidade na região.
Enquanto Maduro é levado para enfrentar acusações em solo americano, o mundo observa dividido: de um lado, discursos de libertação; de outro, alertas sobre soberania, direito internacional e o risco de a Venezuela se tornar mais um símbolo de intervenção externa na história latino-americana.




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