EUA estudam formas de anexar Groenlândia, incluindo opção militar

Primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen chamou qualquer ataque a um aliado de “fim da OTAN”

A Casa Branca declarou nesta terça-feira (6) que o presidente Donald Trump e sua equipe avaliam opções para “adquirir” a Groenlândia, com o uso das Forças Armadas dos EUA sendo considerado “sempre uma opção”.

A declaração, em resposta a questionamentos da Reuters, reforça a prioridade de segurança nacional para conter adversários no Ártico, como China e Rússia. A revelação ocorre após a recente operação militar americana na Venezuela.

Detalhes da Posição Americana

A secretária de imprensa Karoline Leavitt enfatizou que a Groenlândia é vital para dissuadir ameaças na região ártica, devido à sua posição estratégica e recursos minerais essenciais para tecnologias de defesa. Opções em discussão incluem compra direta da Dinamarca, pacto de livre associação ou ação militar, com diplomacia como preferência inicial. Assessor Stephen Miller afirmou que a ilha “deve fazer parte dos Estados Unidos” por direito histórico e estratégico.

Histórico do Interesse dos EUA

Trump já tentou comprar a Groenlândia em 2019, oferta rejeitada pela Dinamarca e pela população local, que vê a proposta com 85% de oposição. O interesse remonta ao século XIX, com a ilha autônoma dinamarquesa rica em minerais raros e base para defesa antimísseis. Nomeação recente de Jeff Landry como enviado especial reacende o tema, impulsionado pelo sucesso na Venezuela.

Reações Internacionais

A primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen chamou qualquer ataque a um aliado de “fim da OTAN”. Líderes europeus reforçam a soberania groenlandesa e proteção pela OTAN, enquanto a Groenlândia rejeita integração aos EUA. China e Rússia criticam a retórica expansionista, temendo escalada no Ártico.

A Groenlândia faz parte integrante do Reino da Dinamarca desde 1953, quando deixou o status colonial e passou a integrar formalmente o país, com amplo autogoverno concedido em 1979 e expandido em 2009. Ela possui seu próprio parlamento (Inatsisartut) e governo local em Nuuk, responsáveis por assuntos internos como educação, saúde e recursos naturais, mas a Dinamarca mantém controle sobre política externa, defesa e moeda.


3 comentários

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