Alzheimer: Anvisa libera Leqembi para tratamento

Produzido com o anticorpo lecanemabe, o Leqembi atua na remoção das placas beta-amiloides do cérebro e é indicado para pessoas com demência leve causada pela doença

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Anvisa libera Leqembi, novo medicamento contra Alzheimer: avanço para 1,2 milhão de brasileiros com demência leve

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta quarta-feira (8) a aprovação do Leqembi (lecanemabe), primeiro medicamento modificador da doença de Alzheimer disponível no Brasil, capaz de retardar o declínio cognitivo em pacientes com demência leve. Fabricado pela Eisai em parceria com a Biogen, o remédio remove placas beta-amiloide do cérebro, principal causa da neurodegeneração, e chega após estudos globais com 1.795 pacientes. Aprovado pela FDA em 2023, o Leqembi representa esperança para 1,2 milhão de brasileiros afetados, mas gera debate sobre custo (estimado R$ 100 mil/ano) e acesso no SUS.

Como Funciona o Leqembi

Indicado para Alzheimer em estágio inicial (comprometimento cognitivo leve e demência leve), o lecanemabe é anticorpo monoclonal administrado por infusão intravenosa a cada 2 semanas. Ele estimula o sistema imunológico a eliminar protofibrilas beta-amiloide – precursoras das placas que destroem neurônios –, desacelerando perda de memória, orientação e funções diárias em 27% após 18 meses (estudo CLARITY-AD).

A Anvisa destacou eficácia na escala CDR-SB (gravidade da demência): pacientes tratados progrediram 22% menos que placebo. Riscos incluem ARIA (inchaço cerebral, 12,6% casos), contraindicado para anticoagulados ou ApoE ε4 homozigotos.

Contexto da Doença no Brasil

O alzheimer afeta 10% dos maiores de 65 anos (1,2 mi casos), com 100 mil novos/ano. Sem cura, tratamentos sintomáticos (donepezila, memantina) só aliviam sintomas. Leqembi é o segundo modificador no Brasil, liberado após o aducanumab em 2024, mas o primeiro com eficácia robusta. Estudos da UFRJ apontam “Ganho real de qualidade de vida se iniciado cedo”.

Desafios: Custo e Acesso

Preço nos EUA: US$ 26,5 mil/ano. No Brasil, a infusão quinzenal pode custar R$ 100-150 mil/ano, o que o torna inacessível ao SUS (1 mi pacientes elegíveis). A Anvisa exige diagnóstico confirmado (PET amiloide ou biomarcadores), limitando o uso. A fabricante Eisai planeja produção local, mas a incorporação pelo SUS depende de CEDIT.

Críticas:

Risco ARIA (edema, 3% graves) e custo-benefício questionável para estágio leve.

Perspectivas e Estudos

Aprovação (22/12/2025, DOU) baseia-se em CLARITY-AD (fase 3): 856 tratados vs. placebo, redução 27% declínio cognitivo. Efeitos colaterais: reações infusão (26%), ARIA (12%). Monitoramento RM 3-6 meses.

Especialistas celebram: “Primeiro freio real à progressão”, diz neurologista Mychael Lourenço (UFRJ). Para 2026, expectativa de diretrizes Anvisa/SBD e possível genérico em 2033.

Atualização: Eisai inicia registro comercial; SUS negocia.


7 comentários

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