Vídeo: EUA apreendem mais um petroleiro venezuelano nesta sexta-feira

Este é o quinto navio apreendido na ação dos EUA no Caribe

Os Estados Unidos apreenderam nesta sexta-feira (9) mais um navio petroleiro carregado com óleo venezuelano, intensificando o bloqueio naval imposto pelo governo Trump após a captura de Nicolás Maduro e aprofundando a crise com Caracas, Moscou e Pequim.

O que aconteceu com o petroleiro Olina

O alvo da vez foi o navio Olina, um petroleiro do tipo Aframax que navegava no Caribe com cerca de 700 mil barris de petróleo carregados no terminal de José, na Venezuela, entre o fim de dezembro e o início de janeiro. De acordo com o Comando Sul dos EUA, fuzileiros navais e marinheiros da Joint Task Force Southern Spear decolaram do porta-aviões USS Gerald R. Ford e, ainda antes do amanhecer, abordaram e tomaram o controle da embarcação “sem incidentes” em águas internacionais.

O Olina é o quinto petroleiro ligado à Venezuela interceptado ou apreendido por forças americanas em poucas semanas, parte da campanha declarada de “bloqueio total” contra navios sancionados que entrem ou saiam do país sul-americano. Registros da Organização Marítima Internacional indicam que o navio operava sob bandeira falsa de Timor-Leste, prática que Washington vem usando como justificativa para interceptar navios da chamada “ghost fleet”, frota de petroleiros que dribla sanções apagando transponders, trocando de nome e de bandeira.

Justificativa dos EUA e caráter da operação

A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que o Olina fazia parte dessa “frota fantasma” e que tentava escapar do bloqueio ao deixar a Venezuela “sob falsas alegações de nacionalidade”. Em comunicado, o Comando Sul declarou que a operação integra o esforço para “acabar com atividades ilícitas e restaurar a segurança no Hemisfério Ocidental”, repetindo a linha de que a venda de petróleo sancionado financia narcoterrorismo e outras atividades ilegais do regime venezuelano.

Diferentemente de apreensões anteriores, fontes citadas pelo The New York Times afirmam que, desta vez, não havia mandado judicial emitido por corte americana para a tomada do navio, o que levanta dúvidas sobre a base jurídica internacional da ação. Ainda assim, a Casa Branca reforçou que Trump “não tem medo” de continuar capturando petroleiros, mesmo diante do risco de escalada com Rússia e China, que também usam a frota sancionada para escoar petróleo.

Assista momento da abordagem:

Consequências geopolíticas e reação internacional

A captura do Olina ocorre dias após a apreensão do Marinera (ex-Bella 1), ligado à Venezuela e à Rússia, no Atlântico Norte, e de outro navio no Caribe, e vem na sequência da operação militar que resultou no sequestro de Maduro e sua transferência para os EUA, amplamente criticada na ONU como violação do direito internacional. Analistas veem na nova apreensão um recado de que Washington pretende controlar de forma ainda mais rígida a distribuição global do petróleo venezuelano, pressionando o governo interino de Delcy Rodríguez a romper laços com Moscou e Pequim.

Venezuela e Rússia ainda não divulgaram nota específica sobre o Olina, mas já haviam classificado as apreensões anteriores como “roubo em alto-mar” e “grosseira violação” da liberdade de navegação, prometendo levar os casos a organismos internacionais. Especialistas em direito marítimo alertam que a combinação de bloqueio unilateral, operações sem mandado e apreensão de navios de bandeiras terceiras aumenta o risco de incidentes militares e abre precedente perigoso para outros países invocarem sanções como justificativa para ações semelhantes.

Impactos sobre o petróleo venezuelano

Segundo serviços de rastreamento, o Olina transportava petróleo bruto venezuelano destinado a compradores intermediários, possivelmente na Ásia, num momento em que Caracas depende fortemente da “frota fantasma” para exportar, diante das sanções americanas. Com cinco navios já tomados e outros sob perseguição, operadores calculam que parte relevante da capacidade de transporte venezuelana está sob ameaça, o que pode reduzir ainda mais as receitas do país e encarecer o seguro e o frete para qualquer empresa disposta a entrar nesse mercado de alto risco.

Para o governo Trump, porém, a mensagem é clara: não haverá “porto seguro” para embarcações que participem da cadeia de exportação de petróleo venezuelano fora dos canais autorizados pelos EUA. A apreensão desta sexta-feira marca mais um capítulo da estratégia de usar o controle militar do mar como instrumento central de pressão econômica e política sobre Caracas.


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