EUA atacam ‘em larga escala’ Estado Islâmico na Síria; vídeos

EUA e aliados lançam ofensiva contra o Estado Islâmico após morte de três americanos em Palmira

Os Estados Unidos e forças aliadas desencadearam neste sábado (10) uma série de ataques aéreos “em larga escala” contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) em diferentes regiões da Síria, em mais um capítulo da escalada militar desencadeada após o atentado de dezembro em Palmira que matou três americanos. A operação, batizada de Hawkeye Strike, foi apresentada pelo Comando Central dos EUA (Centcom) como uma nova represália direta ao ataque de 13 de dezembro, no qual dois soldados e um intérprete civil foram mortos durante uma emboscada atribuída ao EI contra um comboio de forças americanas e sírias.

O que foi atacado

Segundo comunicado do Centcom, os ataques atingiram “múltiplos alvos” do Estado Islâmico “em todo o território da Síria”, com foco em infraestrutura militar, depósitos de armas e instalações usadas pelo grupo extremista para planejar e coordenar operações. As ações fazem parte da Operação Hawkeye Strike, lançada inicialmente em 19 de dezembro e agora ampliada, com uma nova rodada de bombardeios concentrada em redutos onde células remanescentes do EI estariam se reorganizando.

Relatos da imprensa norte-americana e árabe indicam que a ofensiva deste sábado incluiu ataques em áreas do centro e do leste da Síria, regiões historicamente exploradas pelo grupo jihadista desde seu apogeu territorial, entre 2014 e 2019. Até o início da manhã de domingo, não havia confirmação oficial sobre o número de mortos ou a extensão dos danos em solo sírio, e o Pentágono se limitava a dizer que as operações seguiram “regras estritas” para minimizar riscos à população civil.

Origem da ofensiva: ataque em Palmira

A nova onda de ataques decorre diretamente da emboscada de 13 de dezembro de 2025, em Palmira, no centro da Síria, quando dois soldados americanos e um intérprete civil foram mortos por um atirador durante um deslocamento de comboio com forças sírias. O comando militar dos EUA informou que outros três militares ficaram feridos, e que o agressor foi morto no local após o ataque, que ocorreu durante um encontro com lideranças locais na região.

Autoridades militares apontam o Estado Islâmico como provável responsável pelo atentado, embora o grupo não tenha divulgado imediatamente qualquer reivindicação oficial; órgãos de monitoramento na região relataram que o atirador era vinculado às forças de segurança sírias e suspeito de simpatizar com o EI. O Ministério do Interior da Síria afirmou que o autor era integrante das forças de segurança, sem cargo de chefia, e que avaliações internas já indicavam possível radicalização antes do ataque, o que intensificou o embaraço político em Damasco.

Papel de aliados: Reino Unido, França e Jordânia

Além das forças americanas, aliados ocidentais e regionais têm participado das ações recentes contra o Estado Islâmico na Síria, evidenciando a tentativa de reconstruir uma coalizão ativa contra o grupo. O Ministério da Defesa do Reino Unido informou que caças Typhoon da Royal Air Force se uniram a aeronaves francesas em um ataque conjunto contra um depósito de armas subterrâneo usado pelo EI nas proximidades de Palmira, em operações anteriores neste mesmo ciclo de represálias.

A Jordânia também confirmou oficialmente que sua Força Aérea integrou a ofensiva, justificando a participação no âmbito de uma “cooperação internacional para neutralizar a capacidade de grupos terroristas” que operam na região síria e, potencialmente, ameaçam a segurança jordaniana. As patrulhas aéreas de países ocidentais vêm sendo mantidas de forma quase contínua neste início de ano com o objetivo de impedir uma retomada territorial ou um aumento da capacidade de ataque do Estado Islâmico.

Posição do governo Trump e mensagem de dissuasão

O presidente Donald Trump, atual chefe da Casa Branca, autorizou pessoalmente a continuidade da Operação Hawkeye Strike e tem descrito publicamente as ações na Síria como “represálias sérias” diante de qualquer ataque contra militares americanos. Em nota divulgada pelo Centcom, o comando militar reforçou a linha de endurecimento adotada por Washington, afirmando que “se você ferir nossos combatentes, nós o encontraremos e eliminaremos, não importa onde esteja ou quanto tempo leve”.

Trump já havia se manifestado em dezembro, ao comentar os bombardeios iniciais em resposta à emboscada de Palmira, dizendo que a ofensiva contra mais de 70 alvos no centro da Síria era uma “represália muito séria” e um recado direto ao Estado Islâmico. No discurso oficial, a Casa Branca procura vincular as operações ao compromisso de “proteger tropas americanas e forças parceiras” no terreno, sem sinalizar por enquanto qualquer intenção de retirada imediata do contingente de cerca de mil militares dos EUA ainda estacionados na Síria.

Situação do Estado Islâmico na Síria hoje

Mesmo sem controlar grandes cidades como no auge de seu “califado”, o Estado Islâmico mantém atividade clandestina na Síria, recorrendo a táticas de guerrilha, emboscadas e atentados pontuais contra tropas sírias, forças curdas e militares estrangeiros. Relatórios recentes indicam que, só nas últimas semanas, operações combinadas de Estados Unidos e aliados resultaram na morte ou prisão de dezenas de suspeitos ligados ao grupo extremista, em ações de captura e ataques aéreos tanto na Síria quanto no Iraque.

Analistas alertam, porém, que a dispersão de combatentes em pequenas células, aliada à fragilidade institucional em várias regiões sírias, cria um ambiente propício para a sobrevivência do EI e dificulta a eliminação completa da organização, apesar da intensidade das ofensivas anunciadas por Washington e parceiros. Enquanto isso, a população civil segue exposta a um duplo risco: de um lado, ações de grupos extremistas; de outro, os efeitos colaterais de bombardeios “em larga escala” em um país já devastado por mais de uma década de guerra.


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