O saldo de vítimas fatais nos protestos generalizados contra o governo iraniano subiu para 192 neste domingo (11), segundo balanço divulgado pela ONG Iran Human Rights (IHR), com base em verificações apesar do bloqueio total de internet no país. A contagem, que representa um salto drástico em relação aos 51 reportados inicialmente, reflete a intensificação da repressão policial e militar nas ruas de Teerã e outras cidades, onde manifestantes desafiam o regime do aiatolá Ali Khamenei há quase duas semanas.
Balanço de vítimas e prisões
A IHR, sediada na Noruega, confirmou pelo menos 192 mortes de manifestantes desde o início das manifestações no fim de dezembro, alertando que o número real pode ser bem maior devido à interrupção de comunicações que dificulta a verificação de relatos de hospitais e testemunhas. A Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos EUA, registrou 116 mortes confirmadas até sábado, incluindo 38 membros das forças de segurança, enquanto relatos isolados de médicos em Teerã apontam para centenas de corpos em seis hospitais da capital sozinhos.
Mais de 2 mil pessoas foram presas, segundo a HRANA, com o auge dos confrontos ocorrendo em 8 de janeiro, quando pelo menos 96 manifestações eclodiram em 27 das 31 províncias iranianas. Hospitais enfrentam sobrecarga, com estoques de sangue em baixa e denúncias de que forças de segurança removem corpos para ocultar o tamanho da tragédia.
Protestos massivos estão ocorrendo neste momento na área de Tehransar, na capital, Teerã. Assista:
Motivos dos protestos e repressão
Os protestos, inicialmente motivados por insatisfação com a crise econômica agravada por sanções da ONU restabelecidas em setembro, evoluíram para um movimento amplo contra o regime teocrático instalado desde a Revolução de 1979, com gritos por renúncia de Khamenei e críticas ao presidente Masoud Pezeshkian. É a maior onda de contestação desde 2022, após a morte de Mahsa Amini, em um contexto de fragilidade pós-guerra com Israel e perdas de aliados regionais.
Cerca de 1,85 milhão de iranianos estão nas ruas lutando esta noite.
Nesta fase, a revolução espalhou-se para:
- 512 locais
- 180 cidades
- 31 províncias (Todas as províncias)
Assista vídeo:
O chefe da polícia iraniana, Ahmad-Reza Radan, admitiu que o “nível de confronto contra os manifestantes se intensificou”, com uso de munição letal, tiros no rosto e táticas deliberadas para cegar opositores, conforme relatos do Center for Human Rights in Iran (CHRI). Khamenei chamou os manifestantes de “vândalos” e “sabotadores”, enquanto Ali Larijani, conselheiro do líder supremo, descreveu o país em “plena guerra” orquestrada do exterior.
Posição do governo iraniano
Pezeshkian apelou para que a população evite “terroristas e badernistas”, acusando EUA e Israel de “semear caos”, e se disse disposto a dialogar sobre questões econômicas, mas a Guarda Revolucionária enfatizou que a “segurança nacional é inegociável”. O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, ameaçou retaliar contra Israel e bases americanas no Oriente Médio caso haja intervenção militar dos EUA.
A TV estatal exibiu funerais de forças de segurança mortas, condenando “tumultos e vandalismo”, enquanto o procurador de Teerã alertou para penas de morte a manifestantes e um oficial da Guarda Revolucionária advertiu pais a manterem filhos longe das ruas.
Reações internacionais e Trump
Donald Trump, presidente dos EUA, renovou ameaças de intervenção, afirmando que o Irã “busca liberdade” e que Washington está “pronto para ajudar”, com relatos do New York Times e Axios indicando que ele avalia opções militares para apoiar os manifestantes. O Departamento de Estado americano qualificou as acusações iranianas de “delírios” e distração de problemas internos.
ONGs como CHRI denunciam um “massacre em curso” e cobram ação global urgente, com vídeos esparsos mostrando carros incendiados, bandeiras rasgadas e confrontos violentos apesar do apagão digital iniciado em 8 de janeiro. Israel elevou o alerta de segurança ante ameaças iranianas.




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