Celina Leão anuncia primeira Casa da Mãe Atípica no DF

Projeto pioneiro no Parque da Cidade oferecerá acolhimento e apoio psicológico a mães de pessoas com deficiência

A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão (PP), anunciou nesta quinta-feira (15) a criação da primeira Casa da Mãe Atípica, um espaço dedicado ao acolhimento, escuta e cuidado para mães que dedicam integralmente suas vidas aos filhos com deficiência. O projeto, idealizado após escuta das próprias beneficiárias, será instalado no Parque da Cidade Sarah Kubitschek, em área central para avaliação inicial de demanda.

Celina destacou a sobrecarga vivida por essas mulheres, muitas abandonadas por companheiros e sem rede de apoio familiar. “Quem cuida delas? Elas cuidam o tempo inteiro e precisam de alguém que as escute”, questionou durante evento na Casa da Mulher Brasileira, ao lado da secretária da Mulher, Giselle Ferreira.

Detalhes do projeto e localização estratégica

A unidade piloto ocupará estrutura existente ao lado da administração do Parque da Cidade, escolhida pela acessibilidade e tranquilidade do local. Celina articulou com a Secretaria da Mulher e a Secretaria de Obras para reformas e adaptações, visando um ambiente amplo e acolhedor.

O espaço oferecerá grupos reflexivos, atendimento com psiquiatras e psicólogos, aulas de ioga, cursos profissionalizantes em parceria com o Sebrae (beleza, informática, auxiliar administrativo), terapias alternativas e foco em saúde integral e autonomia econômica. “É um marco para nossas mãezinhas que merecem ser cuidadas”, enfatizou a governadora.

Origem da iniciativa e escuta das mães

A ideia surgiu de relatos diretos de mães atípicas, que reclamam de exaustão física e emocional pela tripla jornada: trabalho, casa e cuidados integrais com filhos autistas, com síndrome de Down ou outras deficiências. Celina recebeu vídeo com sugestão inicial, mas optou por local maior e central para teste de demanda.

A proposta vai além do físico: promove convivência, troca de experiências e fortalecimento emocional. “Elas me dizem: ‘Eu estou muito cansada, preciso de alguém para cuidar de mim’”, relatou. O projeto se inspira em ações prévias, como o Mães Mais que Especiais, itinerante que atendeu milhares em regiões administrativas.

Articulação governamental e próximos passos

Celina mobilizou secretarias para execução rápida, com previsão de inauguração em breve. A secretária Giselle Ferreira elogiou a sensibilidade da iniciativa, pioneira no acolhimento transversal para cuidadoras. Especialistas em políticas públicas destacam o impacto: mães atípicas enfrentam abandono familiar (até 80% dos casos) e depressão crônica, sem suporte estatal adequado.

A Casa da Mãe Atípica reforça o compromisso do GDF com inclusão, alinhado a centros de referência para autistas inaugurados por Celina. Moradoras como Nilma Rodrigues (mãe de filho com Down e TEA) veem no projeto chance de profissionalização e alívio: “Ficamos tão envolvidas que não sobra tempo para nós”. O anúncio movimentou redes sociais, com apoio de famílias e entidades.


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