O diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton de Aquino Santos, enviou mensagens ao então presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, pedindo que o banco estatal adquirisse carteiras de crédito do Banco Master — operação que custou R$ 12 bilhões ao DF e está no centro de investigações da Polícia Federal (PF). A revelação, publicada pela colunista Malu Gaspar no O Globo nesta sexta (23/1), contradiz a nota oficial do BC, que nega qualquer recomendação de compra de ativos fraudulentos.
O caso Master, sob relatoria do ministro Dias Toffoli no STF, envolve fraudes bilionárias em créditos consignados vendidos a instituições públicas como o BRB. A PF já bloqueou R$ 5,7 bilhões e prendeu o dono do Master, Daniel Vorcaro, em novembro de 2025 — prisão revogada pelo TRF em menos de duas semanas.
As mensagens e a versão do BC
Segundo O Globo, Aquino teria atuado para ajudar o Master a resolver problemas de liquidez, sugerindo a compra das carteiras pelo BRB. Em resposta oficial, o BC afirma que Aquino nunca recomendou a operação e, ao contrário, liderou a identificação das fraudes, comunicando ilícitos ao MPF com análises técnicas. A autarquia destaca que barrou a aquisição total do Master pelo BRB e impôs medidas preventivas ao banco do DF.
Aquino abriu voluntariamente sigilo bancário, fiscal e de conversas com Costa, colocando dados à disposição da PF e MPF. “Jamais recomendou a aquisição de carteiras fraudadas”, reforça a nota do BC, atribuindo a ele a iniciativa de liquidação extrajudicial do Master.
Contexto das fraudes e prejuízos
- Carteiras vendidas: R$ 12,2 bilhões em créditos consignados do Master ao BRB, avaliados em no máximo R$ 3 bilhões — rombo estimado em R$ 8-12 bilhões para o contribuinte do DF.
- Cronologia: BC vetou compra total do Master em março de 2025; PF deflagrou Compliance Zero em novembro, mirando Vorcaro e ex-sócios como Augusto Ferreira Lima.
- Outros atores: PF investiga RioPrevidência e aplicações ligadas ao caso; depoimento de Aquino em dezembro de 2025 complicou banqueiros, segundo fontes da CNN.
Repercussões políticas e judiciais
A nota de Edson Fachin (22), defendendo Toffoli e instituições, veio após vazamento das mensagens, intensificando debates sobre ingerência no sistema financeiro. O BRB, sob gestão de Costa, comprou as carteiras apesar de alertas iniciais do BC. Toffoli reduziu prazos para oitivas de investigados, marcadas para janeiro.
O caso expõe falhas de supervisão no SFN, com risco sistêmico. BC e PF seguem apurações, enquanto o STF analisa inquérito em recesso — Fachin enfatizou o que chamou de “resposta firme e constitucional”.
Investigações prosseguem, com foco em responsabilidades de reguladores e executivos.




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