Homem de 51 anos morreu baleado por agentes do ICE; protestos violentos marcam terceiro incidente fatal
Um homem de 51 anos morreu neste sábado (24) após ser alvejado por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) durante uma operação no sul de Minneapolis, Minnesota. O episódio, o terceiro tiroteio fatal envolvendo federais na cidade em menos de um mês, reacendeu protestos furiosos contra as deportações de imigrantes em massa promovidas pelo governo Donald Trump.
Sequência do incidente
O confronto ocorreu na região da 26th Street W, durante a “Operação Metro Surge”, mobilização massiva com 3 mil agentes para alvos na comunidade somali. O Departamento de Segurança Interna (DHS) informou que a vítima portava uma pistola Sig Sauer e dois carregadores extras, alegando autodefesa no disparo. Levado a um hospital, o homem não resistiu aos ferimentos, conforme registros médicos divulgados pela Associated Press.

Vídeos amadores mostram agentes imobilizando o indivíduo no chão antes do tiro, seguido de uma multidão de cerca de 100 manifestantes cercando a cena e gritando insultos. Policiais locais usaram gás lacrimogêneo para dispersar o grupo, com um agente respondendo sarcasticamente “Boo hoo” ao recuar.
Um vídeo mostra os agentes do ICE espancando o homem que jogado ao chão. Depois de uma sessão de socos e chutes o homem continua resistindo e é baleado. Assista:
Ausência de identificação oficial
Até o momento, jornais locais como o Star Tribune e Fox 9 não divulgaram o nome, profissão ou status imigratório da vítima, citando um “cenário em evolução” e pendência de notificação familiar. A polícia de Minneapolis e o FBI investigam, enquanto o DHS mantém sigilo sobre detalhes como porte legal da arma ou ligação com protestos anti-ICE.
Contexto de tensão e protestos anteriores
O caso soma-se a dois tiroteios prévios: o de Renee Nicole Good, cidadã americana de 37 anos morta em 7 de janeiro ao fugir de uma abordagem (autópsia classificou como homicídio, sem indiciamento do agente), e outro incidente não fatal. Protestos paralisaram a cidade desde então, com greves econômicas (centenas de negócios fechados em 23 de janeiro), marchas no frio polar e prisões em massa.
Minneapolis, declarada “cidade santuário”, tornou-se epicentro da resistência, com uso polêmico de crianças como “isca” em prisões de pais imigrantes.
Reações políticas
O governador Tim Walz chamou o episódio de “enjoativo” e exigiu a saída dos “agentes agressivos” do estado. O prefeito Jacob Frey e a senadora Amy Klobuchar criticaram a “ocupação federal”. O vice-presidente JD Vance defendeu o ICE em visitas recentes, mas admite desgaste público às deportações.
Manifestantes prometem escalada, com solidariedade em outras cidades. A investigação prossegue, com expectativa de conferência de imprensa local nas próximas horas.



