A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) concluiu o inquérito sobre a morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, Florianópolis, atribuindo as agressões a quatro adolescentes investigados por atos infracionais análogos a maus-tratos a animais. A investigação, conduzida pela Delegacia de Proteção Animal (DPA) e Delegacia Especializada de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE), analisou mil horas de imagens de câmeras e ouviu mais de 20 testemunhas.
Linha do tempo do caso Orelha
- Início de janeiro (data exata sob sigilo): Grupo de adolescentes agride Orelha com chutes, socos e golpes, causando trauma craniano grave e lesões internas. Cão é encontrado agonizando sob carro, socorrido por banhistas e levado a clínica veterinária, onde sofre eutanásia em 5/1 devido a ferimentos irreversíveis.
- 16/1: Denúncia oficial chega à polícia; repercussão nacional com petições online por justiça.
- 26/1: Operação cumpre três mandados de busca e apreensão em endereços dos suspeitos e familiares; celulares apreendidos para perícia.
Delegado Renan Balbino (DEACLE) confirma individualização de condutas: todos os quatro jovens participaram das agressões, identificados por câmeras próximas e depoimentos. Nenhum vídeo direto das agressões, mas conjunto probatório é robusto.
Caramelo: tentativa de afogamento descartada
Inicialmente ligado, vídeo de 6/1 (0h-1h) mostra três adolescentes arrastando Caramelo (companheiro de Orelha) para o mar, mas PCSC descartou envolvimento dos mesmos autores. Análise de celulares e imagens exclui conexão; Caramelo, adotado pelo delegado-geral Ulisses Gabriel, está bem cuidado.
Adultos indiciados por coação e vandalismo
Três adultos – dois pais e um tio dos adolescentes – foram indiciados por coação no curso da justiça (ameaças a testemunhas e banhistas) e depredação de patrimônio (vandalismo na praia). Investigação ampliou para ofensas a profissionais locais e outros atos infracionais.
Medidas judiciais e repercussão
Menores respondem por ato infracional grave (maus-tratos, art. 32 da Lei 9.605/98); Ministério Público avalia internação ou medidas socioeducativas. Ninguém preso até agora, por força do ECA (sigilo absoluto). Caso gerou comoção: petições com 500k assinaturas, lives e debates sobre proteção animal.
PCSC reitera: “Objetivo é responsabilização plena, com foco preventivo”. Caramelo simboliza esperança; Orelha, injustiça superada pela justiça.



