Um varal de luzes decorativo irregular provocou o choque elétrico fatal que matou mãe e filho de São Paulo na piscina de uma pousada em Maragogi, Alagoas, conforme laudo pericial divulgado nesta sexta-feira (6). A perícia do Instituto de Criminalística de Maceió confirmou negligência na instalação elétrica, transformando a área em risco crítico para hóspedes.
Vítimas e Contexto do Acidente
Luciana Klein Helfstein, de 39 anos, e o filho Arthur Klein Helfstein Alves, de 11 anos, turistas de São Paulo, morreram na piscina da cobertura da Pousada Almaré, em Maragogi, no Litoral Norte de Alagoas em 4 de janeiro de 2026.
A família estava de férias quando o incidente ocorreu à noite; o companheiro de Luciana relatou que saiu para reclamar de um chuveiro elétrico defeituoso e, ao voltar, encontrou mãe e filho submersos. Outros hóspedes e bombeiros do Distrito Federal ajudaram no socorro inicial, mas as vítimas não resistiram após serem levadas à UPA local.
Causa Confirmada pela Perícia
O laudo aponta que o varal de luzes, ligado à mesma tomada da iluminação geral e da bomba da piscina, teve seu conector em contato direto com o guarda-corpo metálico, energizando a estrutura com 220 volts. Arthur tocou primeiro na estrutura, sofreu a descarga e afundou; Luciana, ao tentar salvá-lo, foi eletrocutada em seguida, em área molhada de alta criticidade. O Instituto Médico Legal já havia confirmado eletroplessão nos exames cadavéricos, descartando afogamento.

Irregularidades e Negligência Identificadas
Peritos José Veras e Diozênio Monteiro, especialista em engenharia elétrica, classificaram a instalação como irregular, em violação às normas técnicas de segurança, criando “perigo oculto” para usuários inadvertidos. A área da piscina, inaugurada recentemente, era de “condição insegura crítica” devido à ausência de proteções, com corrente restrita aos que tocavam o parapeito em baixa iluminação. O laudo enfatiza: “negligência, imprudência ou imperícia dos responsáveis” sem falha das vítimas.
Investigação em Andamento
A Polícia Civil de Alagoas recebeu os laudos do IC e IML para o inquérito, que analisa imagens de câmeras de segurança e apura responsabilidades criminais ou civis da pousada. Bombeiros de Alagoas abriram processo administrativo e fiscalizaram instalações elétricas e alvarás. A Pousada Almaré emitiu nota inicial lamentando o “trágico incidente”, solidarizando-se à família e afirmando colaboração, mas não respondeu a contatos recentes.
Repercussão e Enterros
Amigos descreveram Luciana como alegre e unida à família; Arthur era seu único filho. Os corpos foram liberados e enterrados em São Paulo. O caso gerou comoção e reforça debates sobre segurança em pousadas turísticas, com perícia consolidando provas para eventuais responsabilizações.



