MP pede exumação do cão Orelha para perícia

Inquérito foi concluído na terça-feira e Polícia apontou um adolescente como responsável por supostas agressões que resultaram na morte do animal e pediu a internação dele

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu a exumação do corpo do cão Orelha e novas investigações no caso que terminou com a morte do cachorro comunitário na Praia Brava, em Florianópolis, em janeiro.

A medida, foi divulgada nesta terça-feira (10) e foi adotada após análise do inquérito policial e dos boletins de ocorrência circunstanciados registrados.

O inquérito sobre a morte do cão Orelha foi concluído na última terça-feira (3) e a Polícia Civil apontou um adolescente como responsável pelas agressões que resultaram na morte do animal e pediu a internação dele. Três adultos também foram indiciados por suspeita de coação no processo.

2ª Promotoria de Justiça destacou a importância de esclarecimentos específicos para apurar se houve ou não coação no curso do processo relacionado à morte do cachorro e solicitou novos depoimentos. Ela também se posicionou a favor de tornar o processo sigiloso novamente, já que há o envolvimento indireto de adolescentes em investigações relacionadas.

A 10ª Promotoria de Justiça requereu o aprofundamento de diligências relacionadas a quatro boletins de ocorrência circunstanciados. Entre os pedidos, estão a juntada de vídeos que tratam de atos infracionais, além de registros envolvendo cães. Em relação à morte de Orelha, foi solicitada também, “se viável”, a exumação do corpo para a realização de perícia direta.

Depois de cumprir as diligências solicitadas, a Polícia Civil deve devolver o inquérito ao Ministério Público, que decidirá se oferece ou não denúncia.


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