Foram entregues 29 novas máquinas de hemodiálise. Ambulatórios foram ampliados de dois para seis consultórios
A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), inaugurou, nesta segunda-feira (16), a nova unidade de Nefrologia do Hospital Regional de Taguatinga (HRT).
A cerimônia marcou a entrega de 29 novas máquinas de hemodiálise e a ampliação estrutural do espaço.
Segundo Celina, a reestruturação da unidade integra um conjunto de estratégias do Governo do Distrito Federal (GDF) para fortalecer a assistência de pacientes renais da rede pública.

“Toda a área de nefrologia da nossa rede pública foi reestruturada. Todos os nossos hospitais receberam máquinas novas, todas elas foram trocadas, e agora seguimos com a reestruturação física das unidades”, afirmou.

O investimento faz parte de um pacote de R$ 4,7 milhões aplicado pelo GDF na aquisição de 75 equipamentos para a rede pública de saúde, dos quais 29 são destinados ao HRT.
Com a modernização, a capacidade da unidade saltou de 50 para 140 pacientes, o que representa um aumento de quase 160%. Os ambulatórios também foram ampliados, passando de dois para seis consultórios.

Além de receber os novos aparelhos, o hospital passou a contar com sistema de osmose reversa de duplo passo, tecnologia responsável pela purificação da água utilizada nas sessões de hemodiálise.
O processo remove impurezas químicas, biológicas e endotoxinas, garantindo mais segurança aos pacientes.
A expectativa é que o próximo hospital a receber essa modernização na infraestrutura é o de Sobradinho (DF).
“Há uma programação feita para que a gente possa ter 100% de todos os nossos leitos de UTI com apoio também desse tipo de suporte, com essas máquinas de hemodiálise para não ter transferência também de paciente”, disse Celina.
Ampliação estratégica
Segundo o secretário de Saúde, Juracy Cavalcante, a ampliação é estratégica, diante do crescimento dos casos de doenças renais crônicas, que é impulsionado pelo envelhecimento da população e pelo aumento de quadros de hipertensão e diabetes.
“Quanto mais leito dialítico, maior a capacidade dessa UTI de abarcar o paciente mais grave. Então, quando o Paranoá não tinha um leito dialítico, por exemplo, era necessário transferir esse paciente”, disse.
Ele destacou que o governo tem priorizado a área de nefrologia em diversas regionais. No Hospital do Gama, por exemplo, as vagas passaram de 24 para 40 após reestruturação recente. Em Sobradinho, o serviço também está em processo de ampliação.
“Às vezes, o paciente reside ali próximo ao hospital. A família toda está deslocada por ali. A partir do momento que você tem um leito dialítico, você traz esse conforto para o paciente”, afirmou.
Outro foco da pasta é transformar leitos de UTI em leitos dialíticos nos hospitais que contam com suporte de nefrologia.
No Hospital do Paranoá, por exemplo, a unidade passou de quatro para 10 leitos aptos a realizar diálise, o que evitou a transferência de pacientes graves para outras regiões e garantiu mais conforto às famílias.
A Secretaria de Saúde também prepara um novo edital de credenciamento de clínicas privadas para ampliar ainda mais a oferta do serviço.



