Segundo o Exército, o barco era operado por organizações terroristas ligadas ao narcotráfico. Apesar disso, o governo americano não detalhou a localização exata dos ataques nem a quais organizações as embarcações estariam vinculadas.

Os Estados Unidos executaram três ataques aéreos letais contra embarcações na noite de segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026, resultando na morte de 11 homens classificados como narcoterroristas. As operações ocorreram no Pacífico Oriental e no Caribe, em águas internacionais, conforme comunicados oficiais do Comando Sul.
O Mar do Caribe (ou Mar das Caraíbas) é classificado como um mar marginal ou semi-fecho, parte integrante do Oceano Atlântico.
Detalhes dos Ataques
A Força-Tarefa Conjunta Southern Spear, sob ordens do general Francis L. Donovan, comandou os bombardeios contra navios operados por organizações terroristas designadas, transitando por rotas conhecidas de narcotráfico. Os alvos foram atingidos da seguinte forma: quatro homens no primeiro barco no Pacífico Oriental, quatro no segundo no mesmo oceano e três no terceiro no Caribe. Nenhum militar americano foi ferido, e inteligência confirmou o envolvimento das embarcações em operações de tráfico de drogas.
Essa ação marca a continuação de uma série de mais de 30 ataques desde setembro de 2025, com mais de 130 mortes no total em navios no Pacífico e Caribe. O governo de Donald Trump intensificou as operações sob a Operation Southern Spear, visando rotas de fentanil e outras drogas rumo aos EUA, com o secretário de Defesa Pete Hegseth autorizando ações letais em águas internacionais. Vídeos divulgados pelo SOUTHCOM mostram as explosões, mas sem detalhes sobre nacionalidades das vítimas ou organizações específicas ligadas aos barcos.
Especialistas em direito internacional questionam a legalidade dos ataques, classificando-os como execuções extrajudiciais de suspeitos sem ameaça iminente. A ONU e juristas cobram transparência sobre se os navios destinavam fentanil aos EUA ou se todos os ocupantes eram combatentes. O governo americano defende as ações como conformes ao direito internacional e à legítima defesa contra o narcoterrorismo.



