Derrota total da Acadêmicos de Niterói no carnaval 2026: samba rebaixa comício de Lula e dá recado ao TSE por campanha antecipada
Por Victório Dell Pyrro
A derrota da escola que homenageou Lula na avenida foi mais que uma má colocação: foi uma vaia disfarçada de nota.
O público, os jurados e até os próprios sambistas deram o recado — o carnaval é do povo, não de partido.
O que se viu na passarela foi tudo, menos celebração cultural. Foi mais um comício coreografado, com enredo irresponsável de pseudos sambistas com o título “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” que terminou em último lugar.
Lula por sinal não é esperança, muito ao contrário será a continuidade de décadas de governos recentes do PT que assolam o país.
Se o julgamento dos desfiles foi rigoroso, o Tribunal Superior Eleitoral também deveria ouvir a batida gritante dos tambores da avenida. Afinal, o que o PT promoveu sob o pretexto de um samba-enredo foi, na prática, uma campanha antecipada com a presença do pré-candidato pessoalmente dentro da avenida. Um desrespeito até ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que já havia avisodo com antecedência sobre a pratica criminosa.
O TSE, que rejeitou ações por propaganda irregular, não ignorou o contexto eleitoral desse desfila da escola de samba de Niterói em 2026 e deixou a contestaçãoem aberto. Agora, deve ouvir o som estridente do rebaixamento do enredo todo.
Com discursos, bandeiras e slogans travestidos de alegoria, o desfile expôs a desfaçatez de um projeto político que não respeita nem a neutralidade da arte nem as regras eleitorais.
O povo reagiu da forma mais simbólica possível: com notas baixas e silêncio nas arquibancadas. O TSE não pode fazer o mesmo. Se o samba rebaixou o comício zntecipado com dinheiro público, cabe à Justiça Eleitoral rebaixar à inelegibilidade quem tenta transformar a passarela da cultura popular em palanque mundial de propaganda política.
A mensagem foi dada em tom alto e claro — o carnaval não é comitê, o povo não é militante e a avenida não é a casa da Mãe Joana. Que o TSE não desafie o compasso da Justiça do samba.



