Primeira-dama Janja e ministras Gleisi e Anielle cumpriram agendas com a escola Acadêmicos de Niterói, que acabou rebaixada
Por Victório Dell Pyrro
A escola de samba Acadêmicos de Niterói recebeu indecentes R$ 9,6 milhões em verba pública para realizar seu desfile deste ano, que homenageou o ex-presidiário e atual presidente por obra do STF, Lula (PT).
Os pagamentos vieram da Prefeitura de Niterói (RJ), do governo do estado do Rio de Janeiro, do governo federal, por meio da Embratur, e da Prefeitura do Rio de Janeiro, via Riotur. Uma montanha de dinheiro, afinal, ninguém faz festa de bolso vazio.
O governo federal se envolveu diretamente com o desfile. O enredo nasceu de reuniões dentro do próprio Palácio do Planalto. Atenção TSE! Foi tudo organizado pelo Lula dentro de estabelecimento público, com funcionários recebendo dinheiro público, dentro da máquina pública!
A primeira-dama Janja da Silva esteve ao menos duas vezes na própria escola no Rio de Janeiro, nos dias 7 de outubro de 2025 e 7 de fevereiro deste ano. Os deslocamentos de Janja são pagos com recursos públicos, assim como todo o staff de seguranças e assessores que a acompanham.
Na visita de fevereiro, Janja estava acompanhada de uma ministra de Lula. Anielle Franco (Igualdade Racial) destinou sua agenda a acompanhar o último ensaio da escola.
Em vídeos postados nas redes sociais da ministra, Janja e Anielle aparecem ao lado do presidente da escola, Wallace Palhares, fazendo o “L” com os dedos, marca da pré-campanha eleitoral de 2026de Lula e todas as anteriores. Isso é propaganda eleitoral em ano eleitoral.
Anielle utiliza a mesma rede social para divulgar as ações de seu ministério.
O presidente da Acadêmicos de Niterói foi recebido pelo menos duas vezes no Palácio do Planalto, nos dias 16 e 2 de outubro de 2025. As agendas oficiais mostram encontros de Wallace Palhares com a ministra Gleisi Hoffmann, no 4º andar do Palácio. Como secretária de Relações Institucionais, o cargo de Gleisi não tem qualquer relação com atividades culturais.
Gleise é a famosa “Coxa” ou “Amante” das listas de propinas da Odebrecht.
A reunião do dia 16 teve ainda a presença de André Ceciliano, número dois da ministra. Ele é responsável por tratar com deputados e senadores sobre liberação de emendas e indicações para cargos. Também participaram do encontro o namorado de Gleisi, o deputado Lindbergh Faria (PT-RJ), e o vereador petista Anderson Pipico, de Niterói.
Lindbergh é o Lindinho na lista de corruptos da Odebrecht, descoberto na investigação da Lava Jato que o STF anulou toda, deixando impunes Lula e demais criminosos apontados pela PF, MPF, Receita como parte de uma quadrilha e condenados em diversas instâncias do judiciário.
Intitulado “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, o enredo foi um desastre na passarela e conquistou apenas 264,6 pontos, a menor nota entre todas as escolas do Grupo Especial do carnaval carioca, e resultou no rebaixamento da Acadêmicos de Niterói.
Pagamentos da Embratur, da Prefeitura e do governo do estado
Autarquia federal, a Embratur depositou R$ 1 milhão para o desfile da Acadêmicos de Niterói — o mesmo montante das outras 11 integrantes do Grupo Especial. A Embratur é comandada desde janeiro de 2023 pelo ex-deputado Marcelo Freixo (PT), que construiu sua carreira política em Niterói.
Do governo do Rio vieram mais R$ 2,5 milhões. O montante faz parte de um contrato maior, de R$ 40 milhões, entre o governo estadual e a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), para patrocinar o Grupo Especial.
Pela parte da Liesa, o contrato é assinado por João Felipe Drumond. Ele é diretor-tesoureiro da entidade e neto do bicheiro Luizinho Drummond.
O maior pagamento foi o da Prefeitura de Niterói, que contribuiu com R$ 4 milhões. À coluna, o prefeito Rodrigo Neves (PDT) disse que o mesmo valor foi destinado à outra representante niteroiense no Grupo Especial, a Viradouro, que se sagrou campeã neste ano.
A empresa municipal de turismo do Rio de Janeiro, a Riotur, contribuiu com mais R$ 2,15 milhões.



