Filho de Fux também teve sigilo fiscal quebrado

Advogado Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, também teve seus dados fiscais acessados indevidamente por servidores da Receita Federal

Vazamento de Dados Fiscais: Filho de Fux Entre as Vítimas da Receita

O advogado Rodrigo Fux, filho do ministro do STF Luiz Fux, teve sua declaração de Imposto de Renda acessada irregularmente por servidores da Receita Federal.

Detalhes do Vazamento

Os acessos indevidos foram detectados por rastreamento interno da Receita, iniciado em janeiro de 2026 a pedido do STF no âmbito do Inquérito das Fake News (Inq 4.781), sob relatoria de Alexandre de Moraes. Rodrigo Fux, sócio do escritório Fux Advogados, teve seus dados fiscais consultados sem autorização judicial ou justificativa funcional. Outras vítimas incluem a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes.

Investigação e Operação Policial

Em 17 de fevereiro de 2026, a PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, autorizados por Moraes. Quatro servidores foram alvos: Ricardo Mansano de Moraes (auditor da Receita), Ruth Machado dos Santos e Luciano Pery Santos Nascimento (técnicos do Seguro Social), e Luiz Antônio Martins Nunes (Serpro). Medidas incluem afastamento de funções, quebra de sigilos, tornozeleira eletrônica, cancelamento de passaportes e proibição de deixar o país.

A Receita Federal admitiu os desvios em nota, afirmando que seus sistemas são rastreáveis e que auditorias estão em andamento desde 11 de janeiro, motivadas por notícias da imprensa. O órgão demitiu três servidores envolvidos e reforçou controles desde 2023. Luiz Fux declarou não ter sido informado oficialmente sobre o caso envolvendo o filho; a Receita optou por não se pronunciar.

O STF destacou “múltiplos acessos ilícitos” seguidos de vazamentos, possivelmente para criar “suspeitas artificiais”. A PGR enquadra os fatos como violação de sigilo funcional (art. 325 do CP), com potencial para gerar narrativas difamatórias contra autoridades. A PF prossegue as diligências, com relatório a ser enviado ao STF.


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