Video: Veja momento em que deputado petista dá soco no rosto de deputado da oposição após quebra de sigilo de Lulinha na CPMI do INSS

A CPMI do INSS virou ringue nesta quinta-feira (26), quando uma votação polêmica terminou em empurrões, tapas e um soco confessado entre deputados. O estopim foi a aprovação da quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Assista vídeo:

O deputado Rogério Correia (PT-MG) admitiu ter agredido o colega Luiz Lima (Novo-RJ), que gritou ter levado um soco na cara. A sessão parou por 15 minutos em meio ao caos.

O Estopim da Briga: Votação Simbólica e Fúria Governista

Tudo começou com atraso de mais de uma hora na reunião, marcada para as 9h. Após articulações nos bastidores, lideradas pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS) para a base governista, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), colocou em votação 87 requerimentos. Entre eles, o pedido de quebra de sigilo de Lulinha, baseado em delações sobre mesadas de R$ 300 mil de lobistas do INSS. A oposição comemorou a vitória na votação simbólica, enquanto petistas e aliados protestaram, alegando irregularidades no placar e manobra da presidência.

Rogério Correia e Alencar Santana Braga (PT-SP) avançaram sobre o relator Alfredo Gaspar (PL-AL) para cobrar explicações. A discussão esquentou rápido. Empurrões generalizados tomaram conta do plenário. Mulheres parlamentares foram empurradas no tumulto. Luiz Lima tentou intervir para separar, mas levou um tapa no pescoço ou soco no rosto de Correia. Vídeos mostram Lima gritando “Rogério, você me deu um soco na cara” enquanto segurava o rosto. Correia caiu no chão, pedindo ajuda, e alegou ter reagido a agressões.

Confissões e Acusações Cruzadas

A sessão suspendeu por 15 minutos para acalmar os ânimos. Ao retomar, Correia pediu a palavra e confessou. “Eu realmente atingi o deputado. Peço desculpas. Fiz no momento em que fui empurrado e agredido. Caí no chão e reagi.” Mais tarde, ele negou intenção no soco, dizendo que só levantou a mão ao cair. Lima rebateu: “Foi o segundo soco na cara da minha vida. O primeiro em assalto no Rio. Protegi deputados do PT eufóricos por perderem a votação.”

Marcel van Hattem (Novo-RS) prometeu denúncia no Conselho de Ética da Câmara contra Correia, pedindo suspensão do mandato e expulsão da CPMI. Maurício Marcon (PL-RS) ironizou nas redes: “A petezada enlouqueceu e deu quebra-pau!” Pimenta anunciou recurso a Davi Alcolumbre para anular a votação.

Repercussões e Clima Político

O episódio lembra agressão de Washington Quaquá (PT-RJ) a um colega em 2023, arquivada pelo STF. Oposição vê reação desesperada da base ante revelações sobre Lulinha. Governistas culpam Viana por pauta-surpresa. A CPMI segue com depoimentos, mas o soco vira símbolo da polarização em ano eleitoral. Conselho de Ética pode punir Correia, enquanto oposição usa o vídeo para amplificar o desgaste do PT.


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