EUA e Israel bombardeiam Irã que responde com misseis

Na madrugada deste sábado, 28 de fevereiro de 2026, os Estados Unidos e Israel executaram um ataque militar coordenado contra o Irã, marcando uma escalada dramática nas tensões regionais que já duram décadas.

Explosões intensas foram registradas inicialmente na capital Teerã, próximas a áreas sensíveis como o palácio presidencial e instalações associadas ao líder supremo Ali Khamenei, estendendo-se rapidamente para pelo menos outras quatro cidades importantes, incluindo Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah.

Essa ofensiva conjunta, descrita por autoridades israelenses como “Leão Rugidor” e pelo Pentágono americano como “Fúria Épica”, visa principalmente desmantelar o programa nuclear iraniano, destruir capacidades de mísseis balísticos e neutralizar ameaças terroristas, podendo se prolongar por vários dias conforme indicam fontes militares.

Autoridades israelenses revelaram que os alvos prioritários incluíam o aiatolá Ali Khamenei e o presidente Masoud Pezeshkian, embora os resultados exatos permaneçam incertos até o momento. Fontes próximas indicam que Khamenei não se encontrava em Teerã no instante dos ataques, e a agência estatal iraniana IRNA confirmou que Pezeshkian está em local seguro, sem ferimentos.

Relatos preliminares de agências iranianas apontam para vítimas civis trágicas, como a morte de pelo menos 24 alunas em uma escola de meninas no sul do país, em Minab, destacando o impacto humanitário inicial da operação. Adicionalmente, o espaço aéreo iraniano foi imediatamente fechado, interrompendo voos comerciais e militares em resposta à incursão aérea e marítima dos agressores.

Em retaliação imediata, o Irã lançou uma onda de mísseis balísticos e drones contra o território israelense, ativando sirenes de alerta em massa e forçando milhões a buscarem abrigos.

Ataques simultâneos atingiram bases americanas em nações aliadas do Golfo Pérsico, como Bahrein —onde a sede da 5ª Frota naval dos EUA foi visada—, Catar, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes Unidos. Nos Emirados, defesas aéreas interceptaram vários projéteis, mas uma pessoa morreu em Abu Dhabi, e testemunhas relataram explosões em Dubai, ilustrando o risco de ampliação do conflito para toda a região.

Veja vídeo de ataque iraniano a base dos EzuA em Dubai:

O presidente americano Donald Trump justificou a ação em um vídeo divulgado nas redes sociais, enfatizando que o objetivo primordial é proteger o povo dos Estados Unidos de ameaças iminentes, garantindo que o regime iraniano não desenvolva armas nucleares e não continue desestabilizando o Oriente Médio por meio de proxies armados.

Fumaça é vista em base Bahrein em suposto ataque do Irã em retaliação aos ataques dos EUA e Israel — Foto: Reuters

Ele incentivou diretamente a população e os militares iranianos a pressionarem pela queda dos aiatolás, prometendo imunidade a quem se render e alertando para consequências letais em caso contrário. Do lado israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu descreveu os bombardeios como uma medida preventiva essencial para eliminar uma “ameaça existencial” representada pelo regime de Teerã, criando condições para que o povo iraniano assuma o controle de seu destino.

O combate ocorre em um contexto de negociações diplomáticas recentes, que pareciam promissoras após uma reunião em Genebra na quinta-feira, 26 de fevereiro, com agendamento para continuidade na segunda-feira seguinte.

Os Estados Unidos demandavam o fim do enriquecimento de urânio pelo Irã —temendo a produção de bombas atômicas—, restrições a mísseis e o corte de apoio a grupos militantes, enquanto Teerã insistia em fins pacíficos para seu programa nuclear e pedia alívio de sanções econômicas impostas desde 2018.

Trata-se da segunda ofensiva direta em menos de um ano, seguindo o bombardeio de junho de 2025 contra instalações nucleares iranianas, que resultou em contra-ataque limitado e um cessar-fogo frágil.

A presença militar americana na região foi intensificada nas últimas semanas com o envio de porta-aviões como o USS Abraham Lincoln e o USS Gerald R. Ford, somando-se a pelo menos dez bases terrestres em países vizinhos e tropas em outras nove nações. O Irã, por sua vez, conduziu exercícios conjuntos com Rússia e China, além de fortificar e camuflar seus sítios nucleares via imagens de satélite.

Internamente, o país enfrenta uma crise profunda, com inflação anual superior a 40%, desvalorização histórica do rial —perdendo metade do valor em 2025—, renúncia do presidente do Banco Central e ondas de protestos reprimidos violentamente no início do ano e em fevereiro, alimentados por desigualdades, corrupção e violações de direitos humanos sob o regime teocrático de Khamenei, no poder há mais de três décadas.

As raízes desse confronto remontam à Revolução Islâmica de 1979, que instaurou hostilidades permanentes, incluindo sanções americanas, a saída de Trump do acordo nuclear de 2015 e o assassinato do general Qassem Soleimani em 2020.

Apesar de momentos de estabilização sob Obama, a “pressão máxima” retomada por Trump em 2025 elevou as apostas, transformando o Oriente Médio em um barril de pólvora onde sanções econômicas, avanços nucleares e guerras por procuração convergem em um risco global de conflagração. A evolução dos eventos permanece fluida, com autoridades monitorando baixas, danos e potenciais respostas adicionais.


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