Embaixada dos Estados Unidos em Riad é atingida drones; americanos são orientados a buscar abrigo

A Embaixada dos Estados Unidos na capital da Arábia Saudita foi atingida por dois drones na noite de segunda-feira, 2 de março de 2026, em meio à escalada militar no Oriente Médio. O ataque ocorreu na zona diplomática de Riad e provocou um incêndio de pequenas proporções, rapidamente controlado pelas autoridades locais. Não houve registro de vítimas, segundo o Ministério da Defesa saudita, pois o prédio não estava ocupado no momento das explosões.

Testemunhas relataram duas detonações quase simultâneas, seguidas por colunas de fumaça visíveis a partir de diferentes pontos da capital. Sistemas de defesa aérea foram acionados, mas os artefatos conseguiram atingir a área do complexo diplomático, causando danos materiais considerados limitados.

Logo após o ataque, a representação diplomática norte-americana divulgou alerta de segurança recomendando que cidadãos dos Estados Unidos na Arábia Saudita busquem abrigo imediatamente, evitem deslocamentos desnecessários e sigam rigorosamente as orientações das autoridades locais. O comunicado também orienta os americanos a monitorarem canais oficiais para novas atualizações.

O episódio ocorre no contexto da intensificação da ofensiva iraniana contra países do Golfo. Nos últimos dias, o Irã lançou ondas de mísseis e drones contra alvos associados aos Estados Unidos e a Israel, em resposta a bombardeios atribuídos a Washington e a Tel Aviv contra instalações e lideranças iranianas. Entre os eventos que agravaram a crise está a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, fato que elevou drasticamente o tom das declarações em Teerã.

Além da Arábia Saudita, bases militares e instalações estratégicas no Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Catar e em território israelense também registraram ataques nos últimos dias. Autoridades regionais confirmaram vítimas e danos em diferentes pontos do Golfo, embora muitos governos tenham descrito os impactos como “limitados” diante da atuação de sistemas antimísseis.

Questionado sobre uma possível retaliação após os novos ataques, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que qualquer nova ofensiva iraniana poderá resultar em uma resposta “com força nunca vista antes”. A declaração foi publicada em sua rede social e reforçada em entrevistas a emissoras americanas. “Vocês vão ver”, disse o presidente ao ser pressionado sobre os próximos passos de Washington.

Do lado iraniano, o presidente Masoud Pezeshkian afirmou que o país não deixará “sem resposta” o que classificou como agressões diretas contra sua soberania. O Parlamento iraniano declarou que Estados Unidos e Israel teriam cruzado uma “linha vermelha”, ampliando o risco de confronto direto.

O ataque à embaixada em Riad amplia a preocupação internacional com a possibilidade de um conflito regional de maiores proporções. Países do Golfo reforçaram sistemas de defesa, algumas rotas aéreas foram alteradas e o mercado internacional acompanha com atenção os reflexos sobre o preço do petróleo e a estabilidade das cadeias energéticas globais.

Diplomatas e analistas avaliam que o atingimento de uma missão diplomática eleva significativamente o nível da crise, ainda que não tenha havido vítimas. A situação permanece volátil, com governos monitorando a possibilidade de novas ações nas próximas horas.


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