A vice-governadora do Distrito Federal e ex-deputada federal Celina Leão (PP-DF), que também é ex-coordenadora da bancada feminina, divulgou um vídeo nas redes sociais criticando o tom adotado pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) ao assumir a presidência da Comissão da Defesa da Mulher da Câmara dos Deputados.
No material, Celina Leão alerta para o risco de transformar o colegiado em “ringue ideológico”, defendendo união acima de divisões políticas em prol das mulheres brasileiras.
Preocupação com polarização
Celina Leão, que já liderou a bancada feminina e registra a maior produção legislativa de sua história graças a alianças multipartidárias, questiona a retórica de Hilton. “Quando alguém assume um espaço institucional como esse, ela não assume para enfrentar inimigos, como ela escreveu. Ela assume para representar todas as mulheres, inclusive aquelas que pensam diferente”, afirma a vice-governadora no vídeo de pouco mais de um minuto.
Ela destaca lições de sua gestão: “Não existe esquerda, direita ou centro. Existe união, unidade“.
A crítica ganha peso com referências diretas a postagens de Hilton, que chamou opositores de “esgoto“. “Discordar não transforma ninguém em esgoto, como a própria deputada escreveu. A essência da democracia é o respeito”, rebate Leão, enfatizando que a comissão pertence “às mães, as trabalhadoras, as que enfrentam violência e morrem todos os dias“.
Eleição recente e contexto
Erika Hilton foi eleita em 11 de março por votação secreta (10 a 9), marcando a primeira presidência de mulher-trans no colegiado criado em 1979. A escolha gerou polêmica, com opositores como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Ratinho Júnior questionando representatividade em pautas femininas tradicionais. Cel8na Leão, sem entrar no mérito da eleição, foca no discurso inicial de Hilton, do PSOL, partido conhecido por pautas progressistas.
Chamado por soluções concretas
A vice-governadora brasiliense encerra conclamando foco em resultados. “Falar menos de adversário e muito mais de soluções. A liderança na luta pelos direitos das mulheres se mede pela capacidade de unir, proteger e respeitar quem mais precisa”, conclui.
O vídeo, postado em perfil pessoal, reforça o racha entre visões conciliadoras e combativas, em meio a debates sobre violência de gênero e feminicídio no país.
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