Os Estados Unidos estão reforçando sua presença militar no Oriente Médio com o envio de cerca de 2.500 fuzileiros navais embarcados no navio de assalto anfíbio USS Tripoli, conforme fontes do Pentágono informaram à Associated Press nesta sexta-feira (13). O deslocamento, parte da 31ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais (MEU) baseada no Japão, responde a um pedido do Comando Central (CENTCOM) para ampliar opções contra o Irã, no 14º dia de conflito aberto ao lado de Israel.
O USS Tripoli, da classe America, transporta aviões F-35, cruzadores como USS Smalls e destróieres, chegando em mais de uma semana do Pacífico. Um oficial sênior destacou à Axios que a medida introduz milhares de tropas à região, priorizando proteção ao Estreito de Ormuz, onde Irã ameaça 20% do petróleo global com mísseis e minas. “Não é invasão iminente, mas prepara missões terrestres se necessário”, enfatizou a fonte sob anonimato.
O anúncio coincide com perdas americanas: 13 militares mortos, incluindo seis em acidente de reabastecedor no Iraque. Secretário de Defesa Pete Hegseth, em coletiva no Pentágono, afirmou que os EUA destruíram a marinha iraniana, Força Aérea e estoques de mísseis. “Estamos incapacitando capacidades em ritmo inédito”, disse o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, prometendo neutralizar ameaças anti-navios.
President Donald Trump descreveu o regime iraniano como “em desespero total”, prevendo fim próximo: “Sentiremos nos ossos”. O Tesouro estima US$ 11 bilhões em perdas; gasolina nos EUA bate US$ 3,63/galão, com petróleo Brent a US$ 100. Irã retaliou bases e rotas, mas enfrenta 15 mil alvos bombardeados.
Analistas interpretam o reforço como defesa prolongada, sem indícios de ofensiva terrestre imediata, enquanto economia global sente impactos em frete e seguros.


