Juca de Oliveira, ícone da TV, teatro e cinema brasileiros, faleceu aos 91 anos na madrugada de 21 de março de 2026, em São Paulo. O ator estava internado desde 13 de março no Hospital Sírio-Libanês com pneumonia agravada por complicações cardíacas.

Circunstâncias da Morte
Internado na UTI cardíaca, Juca celebrou seu 91º aniversário no dia 16 de março em estado delicado, conforme nota da assessoria. A morte foi confirmada pela família e veículos como G1 e CNN Brasil, que destacam sua luta contra o quadro respiratório e cardiológico.
Biografia e Início de Carreira
Nascido José Juca de Oliveira Santos em 16 de março de 1935, em São Roque (SP), abandonou Direito na USP e um emprego bancário para ingressar na Escola de Arte Dramática. Nos anos 1950, integrou o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), contracenando com Aracy Balabanian em peças como “A Morte do Caixeiro Viajante”, de Arthur Miller.
Perseguição Política e Exílio
Militante do Partido Comunista Brasileiro, fundou o Teatro de Arena com Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal nos anos 1960, sob a ditadura militar. Perseguido, exilou-se na Bolívia; ao retornar, estreou na TV Tupi em “Quando o Amor É Mais Forte” (1964).
Destaques na Televisão
Participou de mais de 30 novelas e minisséries na Globo, Band, SBT e Tupi. Papéis icônicos incluem João Gibão em “Saramandaia” (1976), Professor Praxedes em “Fera Ferida” (1993), Dr. Albieri em “O Clone” (2001) e Santiago em “Avenida Brasil” (2012). Seu último trabalho foi em “O Outro Lado do Paraíso” (2017), como o vilão Natanael.
| Novela | Ano | Personagem | Emissora |
|---|---|---|---|
| Saramandaia | 1976 | João Gibão | Globo |
| O Clone | 2001 | Dr. Albieri | Globo |
| Avenida Brasil | 2012 | Santiago Moreira | Globo |
| O Outro Lado do Paraíso | 2017 | Dr. Natanael | Globo |
Legado no Teatro e Cinema
Atuou em cerca de 60 peças, autor de sucessos como “Meno Male” e “Caixa Dois”. No cinema, integrou 10 longas, como “Bufo & Spallanzani” (2001), pelo qual ganhou no Festival de Gramado. Membro da Academia Paulista de Letras, também era pecuarista.
Prêmios e Reconhecimentos
Venceu Troféu Imprensa (1970), Prêmio APCA (1973) e Prêmio Bibi Ferreira (2022) pelo conjunto da obra. Sua versatilidade como ator, diretor e dramaturgo o consagrou como patrimônio cultural brasileiro.
Reações e Funeral
A Globo e colegas lamentam a perda de um “monstro sagrado”. Detalhes do velório e sepultamento serão divulgados pela família, que pede privacidade.


