PGR denuncia Silvio Almeida por importunação sexual contra Anielle

Denúncias levaram à demissão do ex-ministro

A Procuradoria-Geral da República (PGR) formalizou denúncia contra o ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de importunação sexual contra a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. A acusação, sob sigilo e relatoria do ministro André Mendonça, pode render pena de 1 a 5 anos de prisão e decorre de relatos de 2024 que culminaram em sua demissão por Lula.

Detalhes da Denúncia

Apresentada por Paulo Gonet Branco, a peça cita indícios como depoimentos da Polícia Federal (PF), incluindo do diretor-geral Andrei Passos, que observou Anielle abatida após reuniões com Almeida. A ministra relatou toques inapropriados e convites inadequados, demorando a denunciar por medo de descrédito.

Contexto das Acusações Iniciais

Em setembro de 2024, a ONG Me Too Brasil revelou denúncias de assédio sexual por Almeida contra funcionárias do Ministério dos Direitos Humanos e Anielle. O movimento acusou-o de atos recorrentes e tolerância a abusos; Almeida negou, criticando o coletivo em redes sociais.

Demissão pelo Presidente Lula

No dia 6 de setembro de 2024, Lula exonerou Almeida, considerando “insustentável” sua permanência devido à gravidade das acusações. Esther Dweck assumiu interinamente; Macaé Evaristo é a atual ministra.

Investigação Policial

Almeida foi indiciado pela PF em 2024 por importunação contra Anielle e uma professora. Passos testemunhou mudanças de humor da ministra. Outras denúncias contra ex-alunas prescreveram.

DataEvento Principal
Setembro 2024Denúncias da Me Too e indiciamento PF
6/09/2024Demissão por Lula
Final 2025Indiciamento formal
Março 2026Denúncia da PGR ao STF

Outros Processos em Andamento

Corre inquérito separado sobre assédios a servidoras; muitos prescreveram. A Comissão de Ética Pública da Presidência analisa administrativamente, podendo barrar nomeações futuras se confirmar irregularidades.

Posições das Partes

Almeida nega as acusações e prepara defesa. Anielle e Me Too defendem visibilidade às vítimas.


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