Lulinha era consultor da Fictor e levou alvo da PF em viagem de Lula à China

Lula fez viagem de Estado à China em abril de 2023 acompanhado de comitiva de empresários. Lulinha foi com Luiz Rubini, alvo da PF hoje por lavar dinheiro do PCC

Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), viajou à China em abril de 2024 ao lado de Luiz Phillippe Gomes Rubini, ex-sócio do Grupo Fictor, durante uma visita de Estado do pai ao país asiático. Na manhã desta quarta-feira (25), Rubini foi alvo de mandado de busca e apreensão na Operação Fallax, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para desarticular fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, com indícios de lavagem de dinheiro ligado à facção Comando Vermelho (CV).

A proximidade entre Lulinha e Rubini ganhou holofotes após a ação policial, que também mirou o CEO da Fictor, Rafael de Gois. Segundo investigações da PF, o grupo usava empresas de fachada para ocultar recursos ilícitos, incluindo contatos com Thiago Branco de Azevedo, o “Ralado”, ligado ao “Bonde do Magrelo”, braço do CV no interior paulista. Funcionários de bancos , inclusive da Caixa, manipulavam sistemas para saques e transferências fraudulentas, convertendo valores em bens de luxo e criptomoedas.

Detalhes da Viagem à China

A viagem ocorreu durante a visita oficial de Lula à China em abril de 2024, parte de uma agenda de fortalecimento bilateral que incluiu reuniões com o presidente Xi Jinping e assinatura de acordos comerciais. A comitiva era numerosa, com políticos, servidores e dezenas de empresários divididos em dois hotéis em Pequim devido ao tamanho do grupo.

  • Quem foi: Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) e Luiz Phillippe Gomes Rubini (ex-sócio da Fictor) foram vistos juntos no país, conforme relatos de participantes e fotos circuladas em redes sociais. Não há confirmação oficial de que Rubini integrou a delegação governamental, mas a presença coincidiu com a agenda presidencial. Dezenas de empresários foram à China na viagem de Lula que teve gra de comitiva de servidores públicos.
  • Datas exatas: A visita de Estado de Lula começou por volta de meados de abril de 2024 (detalhes precisos da agenda oficial não especificam o dia exato de chegada de Lulinha, mas alinhados aos compromissos do Planalto em Pequim e Xangai).
  • Contexto: A ida visava networking empresarial, em meio a discussões sobre investimentos chineses no Brasil. Lulinha, dono de empresas como Lils Drones e Gameforce, tem histórico de viagens internacionais com contatos próximos.

A aproximação com Lulinha resultou em Rubini sendo convidado para o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o “Conselhão”, ligado à Presidência – indicação negada pela Secretaria de Relações Institucionais (SRI).

A Operação Fallax e Suspeitas contra a Fictor

Deflagrada hoje em três estados (SP, RJ e MG), a Fallax cumpriu buscas em endereços de Rubini e Góis em São Paulo, com quebra de sigilo bancário contra o ex-sócio de Lulinha. A PF investiga fraudes que causaram prejuízos milionários à Caixa, com inserção de dados falsos para liberação de recursos.

Lulinha foi consultor do Fictor que lavava dinheiro do CV e simulou compra do Banco Master

Lulinha atuou como consultor informal da Fictor, segundo a Folha de S.Paulo, o que ele nega. Rafael Góis tinha Lulinha em sua lista de amigos pessoais, e a Fictor planejava comprar o Banco Master, de Vorcaro.

A defesa de Lulinha não se manifestou até o fechamento desta edição.

Reações e Implicações Políticas

O Planalto não comentou a operação, mas opositores como o PL de Jair Bolsonaro cobram investigações sobre “família presidencial”. Analistas veem o caso como mais um capítulo em escrutínio sobre negócios de filhos de autoridades, sem indícios diretos contra Lulinha até agora.

Para o Brasil, o episódio reforça debates sobre transparência em viagens de Estado e influência privada. A Fictor, focada em investimentos, nega irregularidades via assessoria.


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