Megaoperação contra Comando Vermelho em 15 comunidades do RJ, deixa 6 são mortos

Ação conjunta busca conter avanço de facções e restabelecer segurança em comunidades afetadas por episódios recentes de violência

Uma megaoperação realizada nesta sexta-feira (10) mobilizou centenas de agentes das Polícias Civil e Militar do Estado do Rio de Janeiro para atacar simultaneamente as principais bases do Comando Vermelho (CV) em diferentes bairros e comunidades da cidade do Rio e na Baixada Fluminense.

A ofensiva, iniciada nas primeiras horas da madrugada, é considerada uma das maiores movimentações já feitas pela Segurança Pública local contra a facção responsável pelo domínio do tráfico em largas áreas da capital e região metropolitana.Comunidades AlvejadasSegundo informações das autoridades, a força-tarefa teve como alvos pelo menos 15 comunidades, distribuídas pela Zona Norte, Zona Oeste e municípios da Baixada Fluminense.

Fuzis apreendidos pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (10) no Rio — Foto: Polícia Militar

Entre os principais focos da operação, concentraram-se esforços nas seguintes localidades:

Morro do Juramento (em Vicente de Carvalho) , Cidade de Deus (Jacarepaguá), Gardênia Azul (Jacarepaguá) ,Vila Kennedy (Bangu) , Bateau Mouche (Praça Seca), Chacrinha (Praça Seca) ,Morro do Jordão (Anil) Fubá (Cascadura), Caixa D’Água (Quintino Bocaiuva), Gogó da Ema (Guadalupe), Jardim do Amanhã (Costa Barros), Morro da Mangueirinha (Duque de Caxias), Jardim Nova Era (Duque de Caxias), Parque das Missões (Duque de Caxias) e Complexo do Rebu (Zona Oeste).

Em todas essas regiões, houve grande movimentação policial, apoio de blindados e helicópteros, com incursões sendo registradas a partir das 4h.

A megaoperação foi marcada por intensos confrontos. Até às 8h, ao menos seis suspeitos de ligação direta com o Comando Vermelho haviam sido mortos em tiroteios. Os episódios mais violentos aconteceram no Morro do Juramento, Cidade de Deus e Gardênia Azul, onde criminosos dispararam contra as equipes policiais durante as investidas.

Diversas pessoas foram presas acusadas de participação no tráfico, de acordo com informações preliminares divulgadas pela Polícia Civil. Entre os detidos, há suspeitos apontados como gerentes do tráfico em suas respectivas áreas, embora os nomes oficiais ainda não tenham sido apresentados.

Durante as buscas, foram apreendidos pelo menos sete fuzis, pistolas, carregadores e centenas de munições, além de grande quantidade de drogas – especialmente cocaína e maconha – e veículos suspeitos de uso em atividades criminosas.

Todo o arsenal recolhido foi levado a centrais de flagrante ainda pela manhã.

A operação provocou mudanças abruptas no cotidiano das comunidades alcançadas. Diversos relatos dão conta de escolas fechando as portas, creches suspendendo atividades e comerciantes evitando abrir em meio ao risco de tiroteios. Houve cobrança especial à circulação em trechos da Avenida Brasil e outras vias próximas aos acessos das comunidades, devido à movimentação de policiais e bloqueios causados pelos confrontos.

O comando da Polícia Civil ressaltou que a ação faz parte de uma estratégia para enfraquecer diretamente o poder de fogo e a capacidade de articulação do Comando Vermelho nessas áreas fundamentais para o tráfico no Rio, especialmente em pontos considerados estratégicos para distribuição de armamento, drogas e lavagem de dinheiro.

As investigações que embasaram a megaoperação resultaram em dezenas de mandados de prisão e busca expedidos pela Justiça estadual. Os agentes também buscam capturar lideranças ocultas e, assim, desarticular a estrutura de comando regional do CV.

Até o momento do fechamento desta reportagem, o saldo oficial apontava:

Seis mortos em confronto direto com a polícia

Mais de vinte suspeitos detidos, incluindo possíveis chefes locais

Sete fuzis, várias pistolas, munições e veículos apreendidosDrogas e bens ligados à facção confiscados


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