“Cansamos de ser casados”: Gilmar Mendes e Guiomar revelam fim do casamento após quase 20 anos

Ministro fo STF e ex-mulher anunciam separação após 18 anos de casamento

Brasília, DF – 30 de novembro de 2025
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e a advogada Guiomar Feitosa oficializaram o fim do casamento de 18 anos, mantendo a amizade construída ao longo de quase cinco décadas. A separação foi revelada à colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, e confirmada por diversas fontes próximas ao casal.

Embora não haja uma lista pública detalhada de todos os clientes de Guiomar, sabe-se que seu escritório atende casos de grande repercussão no Supremo. Um exemplo polêmico envolve a suspeição de Gilmar Mendes em casos relacionados à Lava Jato, onde o Ministério Público apontou vínculos financeiros e societários entre familiares de Guiomar e réus em processos que tramitavam no STF, evidenciando conflitos de interesse que foram objeto de pedidos formais de impedimento do ministro.

Guiomar também teve atuação em demandas que envolvem figuras do meio político e empresarial, além de ter sido associada a estratégias jurídicas em casos de grande impacto na Justiça brasileira. Seu escritório, um dos mais tradicionais do país, é conhecido por atuar em recursos, defesas e assessoramentos de clientes com causas no STF e em outras instâncias superiores.

Além disso, Guiomar é reconhecida por sua rede de contatos ampla em Brasília, onde organizava encontros e jantares que reuniam diferentes atores do sistema político e judiciário, o que reforça sua influência nos círculos jurídicos da capital federal.

Origem da relação

Gilmar Mendes e Guiomar Feitosa se conheceram em 1978, na turma de Direito da Universidade de Brasília (UnB), onde ambos tiveram as maiores médias. A amizade evoluiu para namoro no início dos anos 2000, durante o período em que Gilmar atuava como Advogado-Geral da União no governo Fernando Henrique Cardoso, e culminou no casamento em 2007, após ambos se separarem de parceiros anteriores.

Declarações do ex-casal

Guiomar Feitosa afirmou: “Cansamos de ser casados, mas não cansamos, e jamais cansaremos, de ser amigos”. Gilmar Mendes reforçou: “Nada muda em uma relação de muita amizade e respeito”. Apesar do divórcio, o casal formou um “familião” com filhos e netos de ambos os lados, e os netos de Gilmar chamam Guiomar de “vovó Guio”.

Viagem conjunta após separação

Mesmo já separados, Gilmar e Guiomar viajaram juntos para Lisboa, Roma e Paris nesta semana, onde o ministro participou de eventos jurídicos. A decisão reflete a convivência natural que pretendem manter em eventos familiares e profissionais.

Carreira e influência de Guiomar

Guiomar Feitosa construiu carreira própria como advogada, tendo atuado como assessora do ministro Marco Aurélio Mello e secretária-geral do STF durante a presidência dele. O casal era conhecido pelo forte trânsito político e acadêmico em Brasília.

Repercussão e futuro

A separação pegou Brasília de surpresa e reconfigura um eixo de influência nos círculos jurídicos e políticos. Não há detalhes sobre partilha de bens ou data exata do divórcio, mas assessoria de Gilmar informou que o ministro não comentará mais o assunto.

COAF e Guiomar

Em 2019, a Receita Federal identificou indícios de irregularidades financeiras envolvendo Guiomar Feitosa Mendes, esposa do ministro Gilmar Mendes, em um relatório interno chamado “Análise de Interesse Fiscal” elaborado pela Equipe Especial de Fraudes.

O documento apontava possível lavagem de dinheiro, corrupção, ocultação de patrimônio e tráfico de influência, destacando recebimentos de lucros e dividendos de um escritório de advocacia em 2014 e 2015 sem correspondência na contabilidade fiscal, além de variação patrimonial inexplicada de R$ 696 mil no ministro em 2015.

Reação e providências judiciaisGilmar Mendes reagiu enviando ofício ao então presidente do STF, Dias Toffoli, pedindo apuração de “ato ilícito” por auditores da Receita, alegando viés criminal indevido e vazamento à imprensa via Veja. Toffoli solicitou investigações à PGR, ao Ministério da Economia e à Receita, que abriu processo administrativo contra dois funcionários; a Receita negou investigação formal contra o casal.

Contexto e repercussõesO caso surgiu em meio a tensões entre STF e Lava Jato, com o relatório sugerindo tráfico de influência via julgamentos de ações de escritórios ligados a Guiomar. Especialistas criticaram conclusões como “açodadas”, dada a alta movimentação financeira do casal (R$ 17,3 milhões em 2016). Guiomar negou irregularidades, e o episódio alimentou debates sobre abuso de poder fiscal contra autoridades.

O poder absoluto sem questionamentos do Senado

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Gilmar Mendes julgou casos envolvendo clientes do escritório de advocacia onde Guiomar Feitosa atuava como sócia, o que gerou arguições de suspeição e impedimento pela PGR.

Escândalos

Caso Eike Batista (2017)Gilmar Mendes foi relator do HC 143.247/RJ, concedendo habeas corpus a Eike Batista na Lava Jato. A PGR, sob Rodrigo Janot, pediu sua suspeição porque Guiomar era sócia do escritório Sérgio Bermudes, que prestava serviços cíveis a Eike, com participação nos lucros. Janot requereu nulidade das decisões e depoimentos de Gilmar, Guiomar, Bermudes e Eike; Gilmar negou impedimento, alegando ausência de atuação penal do escritório.

Jacob Barata Filho e Lélis Teixeira (2017)No HC 146.666/RJ e 146.813/RJ da Operação Ponto Final (Lava Jato RJ), Gilmar atuou como relator após redistribuição. Janot arguiu impedimento por Barata e Teixeira serem clientes do escritório Bermudes, que assinou petições para desbloqueio de bens de empresas ligadas (Fetranspor, Riopar). A PGR destacou devedor-indireto via lucros de Guiomar, configurando incompatibilidade; casos redistribuídos, mas STF não julgou arguições finais.

Outros episódios e denúnciasDenúncia no Senado (2019) citou impedimentos em casos de réus como Silval Barbosa e Blairo Maggi, ligando Gilmar a clientes de Guiomar via vínculos empresariais. Gilmar declinou relatoria em ação da Fecomércio-RJ (defendida por Bermudes) por precaução, mas manteve posição em HC de Eike. Lava Jato pediu suspeição em Paulo Preto por laços com Bermudes/Guioma.


9 comentários

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