Benjamin Netanyahu afirmou em discurso televisionado na manhã deste sábado que há “indícios crescentes” de que Khamenei “não esteja mais vivo”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (28), acreditar que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto durante os bombardeios realizados por forças americanas em coordenação com Israel contra alvos em Teerã e outras cidades iranianas.
As declarações foram dadas ao longo da tarde, diretamente dos Estados Unidos, poucas horas após o início da ofensiva militar.
Trump declarou que “tem a sensação” de que os relatos sobre a morte de Khamenei “são corretos”. Segundo ele, a avaliação foi feita com base em informações recebidas de diversas fontes.
O presidente acrescentou que “aqueles que tomavam as principais decisões já não estão mais”, numa referência à cúpula do regime iraniano. Ele também afirmou ter “uma ideia bastante clara” sobre quem poderia assumir o comando do país em caso de confirmação da morte do aiatolá, sem revelar nomes.
Trump reforçou que diversos dirigentes iranianos teriam sido mortos na operação e classificou os danos como “extensos”. O presidente afirmou que a ação poderia se prolongar “pelo tempo que fosse necessário”, mas sustentou que objetivos estratégicos centrais já teriam sido alcançados, especialmente contra estruturas ligadas ao programa nuclear e ao desenvolvimento de mísseis do Irã. Ele também chamou Khamenei de “um homem que matou muitas pessoas e destruiu um país” e defendeu que o povo iraniano “assuma o controle” diante do que descreveu como um possível vácuo de poder.
Do lado israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou em discurso televisionado na manhã deste sábado que há “indícios crescentes” de que Khamenei “não esteja mais vivo”, após ataques direcionados a bunkers e complexos estratégicos em Teerã. Emissoras israelenses relataram que autoridades dos dois países teriam tido acesso a imagens que mostrariam o corpo do líder iraniano retirado de escombros de um complexo residencial, informação que não foi confirmada de forma independente por fontes internacionais.
O governo iraniano, por sua vez, nega categoricamente a morte de Khamenei. A agência estatal IRNA e o chanceler Abbas Araghchi declararam à ABC News que tanto o líder supremo quanto o presidente Masoud Pezeshkian estão “vivos e em local seguro”. Araghchi afirmou que provas em áudio ou vídeo seriam divulgadas “em breve” para comprovar que Khamenei permanece no comando. Até o início da noite, no horário de Brasília, não havia sido apresentada nenhuma imagem recente do aiatolá.
Enquanto a disputa de versões se intensifica, a escalada militar prossegue. O Irã lançou mísseis contra alvos em Israel, acionando sirenes de alerta em diversas cidades. Também houve relatos de ataques contra instalações militares americanas na região do Golfo. O espaço aéreo iraniano foi fechado, e autoridades israelenses advertiram que novos bombardeios poderão atingir “milhares de alvos” nos próximos dias.
A ofensiva ocorre em meio ao colapso de negociações nucleares que vinham sendo discutidas em Genebra no fim de fevereiro e amplia o risco de um confronto regional de grandes proporções. Especialistas avaliam que, caso a morte de Khamenei seja confirmada, o processo sucessório no sistema teocrático iraniano dependerá da Assembleia de Especialistas, órgão responsável por escolher o líder supremo. Entre os nomes frequentemente citados em análises políticas está Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá.
Até o fechamento desta reportagem, não havia confirmação visual ou documental independente da morte de Ali Khamenei. A incerteza mantém o Oriente Médio em estado de alerta máximo, enquanto a comunidade internacional acompanha os desdobramentos de uma crise que pode redefinir o equilíbrio de poder na região.


