Irã confirma morte de Ali Larijani, líder efetivo do regime desde o início da guerra, em ataque de Israel

Chefe do Conselho Supremo de Segurança do país foi alvejado em bombardeio de precisão em Teerã ocorrido na noite de segunda-feira

O governo iraniano confirmou nesta terça-feira (17) a morte de Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional (CSSN) e figura central do regime desde o início da guerra com Israel, em um bombardeio de precisão israelense contra um esconderijo em Teerã na noite de segunda-feira. Larijani, de 67 anos, considerado o “líder efetivo” do Irã após a morte do aiatolá Ali Khamenei em 28 de fevereiro, foi alvejado junto com seu filho Morteza Larijani, o chefe de gabinete Alireza Bayat e vários guardas-costas, segundo comunicado oficial do CSSN.

Quem era Larijani

Ali Larijani era um dos homens mais poderosos do regime iraniano e acumulou ainda mais poder após o início da guerra, com o assassinato de Ali Khamenei e de outras autoridades iranianas. 

Ele havia sido visto em público pela última vez na sexta-feira (14), quando participou de manifestações nacionais nas ruas do Irã para celebrar o Dia de Al-Quds. Na semana passada, Larijani também ameaçou o presidente dos EUA, Donald Trump: “Cuidado para não ser eliminado”.

Ali Larijani — Foto: REUTERS/Thaier Al-Sudani

A agência semioficial Fars News e a mídia estatal iraniana exaltaram Larijani como “mártir de alta patente” cujas “medidas sábias” eram conhecidas pela sociedade, afirmando que ele se juntou à “caravana de mártires” 18 dias após Khamenei. O Exército israelense reivindicou a operação como sucesso, descrevendo-a como eliminação do principal articulador de respostas iranianas na guerra iniciada há semanas, com ataques aéreos trocados entre os dois países.

Contexto da Guerra e Papel de Larijani

Larijani, ex-presidente do Parlamento iraniano (2008-2020) e aliado histórico de Khamenei, assumiu o CSSN após a morte do líder supremo, coordenando estratégias militares, nucleares e de repressão interna via forças Basij. Israel o via como alvo prioritário por seu papel em ataques via proxies (Hezbollah, Houthis) e avanços nucleares, com bombardeios diários contra Teerã desde março. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu celebrou a morte em redes sociais, chamando Israel de “grande potência” e prometendo caçar mais líderes, enquanto o ministro da Defesa Israel Katz destacou a eliminação simultânea de Gholamreza Soleimani, chefe dos Basij, repressores de protestos pró-democracia no início do ano.

O ataque ocorreu em subúrbio de Teerã, possivelmente durante visita à filha de Larijani, em operação conjunta EUA-Israel segundo fontes iranianas. É o golpe mais duro ao regime desde Khamenei, desestabilizando a cadeia de comando em meio a trocas de mísseis e drones.

Reações Imediatas e Implicações

O Irã prometeu “vingança implacável”, com risco de escalada via bloqueio do Estreito de Ormuz ou ataques cibernéticos, mas enfrenta sucessão incerta no CSSN. Netanyahu defendeu a ofensiva como defesa contra “ameaça existencial”, alinhada à doutrina Trump de pressão máxima. EUA monitoram, com porta-vozes reiterando apoio a Israel sem confirmação direta de envolvimento.

Analistas preveem caos interno no Irã, com protestos reprimidos pelos Basij enfraquecidos, e impacto no petróleo global, já volátil pela guerra. A ONU cobra cessar-fogo, mas Netanyahu ignora, prevendo “conquistas significativas” em bombardeios noturnos.

Histórico de Tensões e Próximos Passos

Desde fevereiro, após morte de Khamenei (não detalhada publicamente), Larijani liderou contraofensiva, mas Israel intensificou raids contra alvos nucleares e militares. Seu sucessor no CSSN permanece indefinido, podendo agravar fragmentação do regime. Mercados reagem com alta no petróleo Brent (+5%), e Oriente Médio observa retaliação iraniana iminente.


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