A nova camisa reserva azul da Seleção Brasileira, lançada pela Nike para a Copa do Mundo de 2026 em parceria com a Jordan Brand, gerou forte repercussão nas redes sociais por supostos símbolos ocultos e demoníacos em seu design.
Internautas e influenciadores cristãos identificaram pareidolias no padrão gráfico escuro, como silhuetas de chifres, Baphomet ou demônios, transformando o uniforme em alvo de teorias conspiratórias sobre mensagens subliminares. A controvérsia explodiu após o teaser oficial, com críticas concentradas no Instagram, YouTube e sites de notícias, opondo torcedores conservadores a defensores da estética ousada.
Críticas no Instagram e Interpretações Ocultistas
No Instagram, postagens como a do perfil @edicaogo viralizaram ao apontar “traços do Baphomet” no tecido azul, questionando a sensibilidade cultural da Nike e da CBF em meio a uma nação majoritariamente cristã. Usuários comentaram “silhueta de demônio” e “pacto com o diabo”, ampliando o debate para além do futebol e tocando em pautas morais. O ex-secretário de Cultura de São Paulo, Sérgio Sá Leitão, ecoou as críticas em entrevista à Veja, descrevendo o Jumpman central como “bizarro” e “sinistro”, impossível de não evocar um demônio em vez de referência ao basquete.
Repercussão em Vídeos e Influenciadores Religiosos
Vídeos no YouTube, como “Nova Camisa da Seleção Brasileira é Demoníaca?” e análises do Pânico na TV, dissecaram o padrão escuro, com apresentadores destacando contornos que “configuram algo diabólico” ou “pacto com o bode”. O ex-ocultista Lucas Figueira, influenciador cristão, alertou em postagens sobre simbologias esotéricas ligadas ao satanismo moderno, gerando milhares de visualizações e debates ao vivo. Esses conteúdos alimentaram teorias sobre ocultismo no vídeo promocional, com frases como “Vai, Brasa” também criticadas por substituir “Brasil”, vistas como desrespeito patriótico.
Defesas e Respostas da Nike e CBF
A Nike rebateu as acusões atribuindo o design a elementos abstratos inspirados no Jumpman de Michael Jordan e na identidade cultural brasileira, negando intenções ocultas. A CBF endossou o uniforme como “icônico e moderno”, destacando o trabalho da designer Rachel Denti e ignorando as polêmicas em comunicados oficiais. Torcedores progressistas defenderam a estética “sinistra” como inovação para a Copa de 2026 nos EUA, Canadá e México, contrapondo-se às visões religiosas com memes e apoio ao preço de R$ 750.
Impacto nas Vendas e no Debate Cultural
A controvérsia foi além de dividiu a torcida entre rejeição moral e aceitação artística, refletindo tensões culturais no Brasil polarizado e chegou ao campo político.
Um internauta postou no WhatsApp:
“O PT Conseguiu avacalhar até com a seleção.Exu Brasa aparece principalmente na Umbanda, mas também é citado em algumas vertentes da Quimbanda, onde pode ter um aspecto mais sombrio ou de guerra espiritual.” Relacionando a imagem da camiseta ao Brasa escrito no meião.



. Sites como Portal de Prefeitura e Tocantins Gospel amplificaram as vozes evangélicas, enquanto Veja questionou se o “incômodo” é intencional marketing. Sem posicionamento oficial da CBF sobre as alegações demoníacas, o episódio reforça como o futebol brasileiro vira palco para batalhas simbólicas.



