VÍDEO mostra separação do último módulo da Artemis antes de entrar na atmosfera

De mais de 40 mil km/h a 32 km/h em poucos minutos: como será a entrada da Artemis na Terra

O momento em que a cápsula Orion se separa do módulo de serviço marcou o início da fase mais crítica do retorno da missão Artemis II à Terra.

Veja no vídeo:

É a partir dessa manobra que a nave se posiciona para enfrentar a reentrada na atmosfera —etapa em que a tripulação encara calor extremo, perda de comunicação e uma desaceleração brusca antes do pouso no oceano.

Saiba quais foram os principais momentos da reentrada da cápsula Orion (horários de Brasília):

  • 20h33 — Separação do módulo de serviço; escudo térmico fica exposto para a reentrada
  • 20h37 — Queima de motores ajusta o ângulo de entrada na atmosfera
  • 20h53 — Cápsula atinge 122 km de altitude; começa a reentrada e o apagão de comunicação (blackout)
  • 21h03 — Abertura dos paraquedas de frenagem, a cerca de 6,7 km de altitude
  • 21h04 — Abertura dos três paraquedas principais, a cerca de 1,8 km
  • 21h07 — Queda nas águas do Oceano Pacífico, a cerca de 32 km/h
  • Equipes de resgate se aproximam da cápsula.
  • Tripulação foi retirada da cápsula em menos das 2 horas previstas.
  • Astronautas seguiram de helicóptero para o navio USS John P. Murtha.

Quatro astronautas fizeram parte da viagem histórica: Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen. No espaço, observaram a Lua de perto, registraram imagens que encantaram o mundo e se tornaram os seres humanos que voaram mais longe da Terra em toda a história.

Durante o retorno, a tripulação enfrentou um cenário extremo, com interrupção da comunicação, temperaturas que passaram dos 2.760 graus Celsius e enfrentaram forças de até 3,9 vezes a gravidade da Terra.

Em poucos minutos, a cápsula Orion desacelerou de mais de 40 mil km/h para cerca de 32 km/h —uma redução extrema que dependeu de uma sequência precisa de manobras e das condições exatas de entrada na atmosfera.

A preparação começou ainda no espaço. No último dia completo da missão, os astronautas revisaram procedimentos e vestiram trajes de compressão, que ajudam o corpo a se readaptar à gravidade.

Já na fase final, cerca de 20 minutos antes da reentrada, o módulo de serviço foi descartado, expondo o escudo térmico que protegeu a cápsula do calor intenso enfrentado.

Antes de atingir a atmosfera, a Orion realizou ajustes finos para garantir o ângulo correto de entrada, uma etapa crítica. Uma inclinação mínima fora do padrão poderia ter feito a cápsula queimar ou até ricochetear de volta ao espaço.

A chamada “interface de entrada” aconteceu a cerca de 122 km de altitude. Foi lá que a cápsula começou a encontrar as primeiras camadas da atmosfera terrestre, ainda a velocidades próximas de 35 vezes a velocidade do som.

A partir desse ponto, o atrito com o ar gerou temperaturas que ultrapassam 2.700 °C, calor suficiente para formar um plasma ao redor da nave. Esse fenômeno provocou um apagão de comunicação de cerca de seis minutos, período em que a tripulação ficou temporariamente sem contato com a Terra, durante a queda.

Ao mesmo tempo, os astronautas enfrentaram forças de até 3,9 vezes a gravidade terrestre. Para reduzir o impacto no corpo humano, a nave entrou na atmosfera em um ângulo específico, o que alonga a desaceleração e evita forças extremas que seriam insuportáveis.


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