Bolsonaro é internado para cirurgia no ombro em hospital de Brasília sob prisão domiciliar

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi internado na manhã desta sexta-feira (1º) no Hospital DF Star, em Brasília, para uma cirurgia no ombro direito. O procedimento visa reparar o manguito rotador e lesões associadas, decorrentes de uma queda em janeiro na Superintendência da Polícia Federal.

Bolsonaro saiu do condomínio Solar de Brasília na manhã de hoje. Ele cumpre prisão domiciliar humanitária temporária, concedida em 27 de março por 90 dias devido a problemas de saúde, incluindo broncopneumonia. A defesa relatou que a fisioterapia não surtiu efeito esperado, com dores noturnas e incapacidade funcional confirmadas por laudos ortopédicos e ressonância.

Autorização judicial e histórico médico

A solicitação cirúrgica foi feita em 21 de abril, com parecer favorável da PGR em 24 de abril. O ministro do STF Alexandre de Moraes autorizou na quinta-feira (30), após relatórios médicos do Dr. Brasil Ramos Caiado indicarem agravamento do quadro. Em 17 de abril, a defesa já havia informado melhora inicial, mas insuficiente para evitar o bisturi.

A lesão ocorreu em janeiro, durante detenção na PF. Bolsonaro cumpria regime fechado após condenação a 27 anos e três meses por tentativa de golpe, transferido para domiciliar por questões humanitárias. A rotina inclui monitoramento de visitas e exercícios leves como bicicleta ergométrica.

Procedimento e recuperação

O ex-presidente chegou ao hospital pela manhã e deve passar por avaliação pós-cirúrgica, com fisioterapia imediata. A defesa estima retorno ao domiciliar em breve, sob condições médicas. Não há data exata para alta, dependendo da evolução clínica.

Contexto político e repercussões

A internação ocorre em ano eleitoral, com bolsonaristas monitorando o caso de perto. Aliados como o PL veem na saúde de Bolsonaro um fator para eventuais revisões judiciais. Críticos questionam a frequência de benefícios médicos, mas Moraes impôs relatórios periódicos para manutenção da domiciliar.

A defesa enfatiza a necessidade humanitária, enquanto o STF mantém rigor no cumprimento das regras. Até o fechamento desta edição, não há atualizações sobre o andamento da cirurgia.


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