Túmulos no Campo da Esperança da Asa Sul são alvos de vandalismo

Empresa responsável pelo cemitério informou que está ciente da situação e que iniciará os reparos e as substituições necessárias das peças danificadas

O Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, em Brasília tem sido alvo de furtos e danos constantes à lápides. A situação causa revolta, tristeza e preocupação entre familiares que visitam os jazigos e se deparam com a depredação.

Liander Michelon disse ao BSB Revista que ficou triste ao se deparar com o vandalismo no túmulo de seu pai, ao fazer uma visita na data em que seria o aniversário de seu pai nesta segunda-feira (4).

“Corta o coração chegar lá e ver a lápide do meu pai daquele jeito, a placa de identificação arrancada, um desrespeito “. Liander se solidarizou com as outras famílias que tiveram o túmulo de seus entes danificados. “Foi geral ali. Na quadra onde está o túmulo do meu pai, pelo menos uns 20 túmulos foram profanados”. Ele acredita que posam ser invasores, drogados ou malucos que invadem o cemitério para depredar.

Liander também suspeita de crime financeiro. “Muitas placas são de bronze e eles devem derreter o material e fazer dinheiro “, suspeita.

Mas a revolta ainda é maior.” Eles não se contentam em roubar as placas, eles simplesmente vão lá e quebram tudo… isso é falta de segurança da administradora particular do cemitério. Nós pagamos taxas altíssimas e absurdo o que eles arrecadam para não dar o mínimo de segurança”, reclamou.

Liande gravou um vídeo nesta segunda-feira 4 de maio. Assista:

A empresa Campo da Esperança informou que está ciente da situação de depredação e que iniciará os reparos e as substituições necessárias das peças danificadas. A empresa destacou que a segurança privada nos cemitérios é realizada 24 horas por dia por profissionais armados. “Porém, infelizmente, mesmo com a vigilância, ainda é possível verificar casos de furtos, o que significa prejuízo financeiro para a empresa, visto que ela repõe as peças”, informou.

Placa de bronze arrancada e cerâmica com homenagem quebrada – Foto Liander Michelon arquivo pessoal

A concessionária também disse que, recentemente, jardineiros informais que atuam nos cemitérios perderam mais um recurso em ação movida pela empresa para regularizar a prestação de serviços de manutenção dos jazigos. De acordo com a nota, sempre que há decisões judiciais nesse sentido, aumentam os casos de depredação, furtos e envio de vídeos à imprensa.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) suspeita que os próprios cuidadores do espaço possam promover a depredação em retaliação às decisões judiciais e orienta  familiares que verifiquem irregularidades nos jazigos procurem a delegacia mais próxima para comunicar o crime.

Os crimes podem se enquadrar como furto (artigo 155 do Código Penal), violação de sepultura (artigo 210 do Código Penal) ou outros tipos penais, a depender do caso concreto.


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