Crianças em hotel de SP não são irmãos desaparecidos no Maranhão

Segundo a Polícia de São Paulo, as crianças não são Ágata Isabelle, 6 anos, e Allan Michael, 4, desaparecidos no povoado de São Sebastião dos Pretos

A Polícia Civil de São Paulo concluiu nesta segunda-feira (26) que duas crianças localizadas em um hotel no bairro da República, no Centro da capital paulista, não são Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, irmãos desaparecidos há 22 dias no povoado São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no Maranhão.

A denúncia, recebida no sábado (24), mobilizou equipes policiais que foram ao local e confirmaram, após verificação, que os irmãos avistados não correspondiam às fotos e características das vítimas. A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) foi comunicada imediatamente, mas as buscas pelos irmãos continuam em áreas de mata, rios e lagos na região de Bacabal.

Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, irmãos desaparecidos há 22 dias no povoado São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no Maranhão.

Contexto do desaparecimento

Ágatha e Allan sumiram no dia 4 de janeiro, enquanto brincavam com um primo de 8 anos na zona rural de Bacabal, a 250 km de São Luís. O primo, Anderson Kauã, foi resgatado três dias depois em uma área de mata próxima, por produtores rurais, e relatou que o grupo se perdeu após seguir para uma “casa caída” às margens do rio Mearim, a cerca de 3,5 km do quilombo em linha reta – distância que pode chegar a 12 km considerando obstáculos naturais.

O menino, que recebeu alta médica em 20 de janeiro, auxiliou nas buscas na quinta-feira (22), guiando equipes até o local indicado, mas sem vestígios das crianças. Ele confirmou que não havia adultos com eles e que não encontraram alimentos no caminho.

Investigação e buscas em curso

Uma comissão especial da Polícia Civil do Maranhão, com delegados de São Luís e Bacabal, conduz o inquérito, que já ultrapassa 200 páginas. Mais de mil pessoas, incluindo PM, Bombeiros, Marinha, PF e voluntários, participaram das operações iniciais, com drones, cães farejadores, sonar no rio Mearim e varreduras em matas e lagos.

Na última semana, a estratégia mudou para foco investigativo, após ausência de pistas concretas. Roupas infantis foram achadas perto de uma gruta, mas periciadas e descartadas como pertencentes às crianças. Nenhuma hipótese é afastada, incluindo perda na mata.

O secretário de Segurança Pública do MA, Maurício Martins, alertou contra boatos, que “ampliam a dor da família e atrapalham as buscas”. Ele enfatizou que disseminar informações falsas às forças de segurança configura crime.

Impacto da falsa pista em SP

A denúncia de sábado reacendeu esperanças, mas foi desmentida rapidamente pela Divisão Antissequestro da Polícia Civil paulista, que checou o hotel e descartou semelhanças físicas ou identificação. Casos assim são comuns em desaparecimentos midiáticos, sobrecarregando forças policiais.

A família das crianças, que ganhou uma nova casa no povoado após o caso ganhar repercussão, segue aguardando. As buscas prosseguem de forma integrada, com novas oitivas e monitoramento de áreas críticas.


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