Por Victório Dell Pyrro
O ex-ministro da Justiça do governo de Lula, Ricardo Lewandowski manteve um contrato milionário com o Banco Master, controlado pelo empresário criminoso Edson Queiroz, mesmo após assumir a pasta no governo Lula em janeiro de 2024. O acordo, revelado agora, rendeu R$ 5,25 milhões ao escritório de advocacia da família do ex-ministro nos 21 meses em que ele comandava a segurança pública do país.
O contrato de consultoria jurídica, no valor de R$ 250 mil mensais, foi assinado em 28 de agosto de 2023 e só terminou em setembro de 2025 – quase dois anos depois de Lewandowski deixar o STF para virar ministro. Ao todo, o escritório Lewandowski Advocacia faturou R$ 6,5 milhões brutos do banco, com a “bolada” de R$ 5 milhões caindo justamente no período em que ele deveria zelar pela imparcialidade e pelo combate ao crime organizado.
Contratação a pedido de Jaques Wagner expõe conluio petista
A contratação atendeu a um pedido direto de Jaques Wagner, líder do governo no Senado (PT-BA), que confirmou ter indicado Lewandowski ao Banco Master. Essa revelação joga luz sobre um esquema de favorecimento explícito: um ministro da Justiça, responsável por investigações contra instituições financeiras irregulares, recebe propina disfarçada de “consultoria” de um banco ligado a um figurão do crime.
Edson Queiroz, sóciode Vorcaro no “Master”, não é um cliente qualquer. Condenado por crimes financeiros e com histórico de lavagem de dinheiro, ele transforma o Banco Master em máquina de esquemas – e agora, graças a Wagner e Lewandowski, em fonte de renda para ex-juízes que viram “advogados do governo”.
Conflito de interesses gritante e descumprimento da lei
Manter pagamentos de R$ 250 mil/mês enquanto ministro viola qualquer noção de ética pública. A Lei de Conflito de Interesses proíbe exatamente isso: atividades privadas que comprometam a função pública. Lewandowski, que já posava de guardião da Constituição no STF, agora é pego embolsando fortunas de quem ele deveria fiscalizar.
R$ 5 milhões não é troco – é uma bolada que poderia bancar operações contra o crime que ele jurou combater. Em vez de blindar o governo Lula de escândalos, Lewandowski blindou seu próprio bolso, traindo o cargo e a população.
PT e a velha prática de indicar “amigos” para o crime lucrar
Jaques Wagner, o “articulador” petista, não só indicou Lewandowski como avalizou o esquema. Isso não é erro isolado: é padrão no governo Lula, onde ex-ministros viram consultores de bancos sujos e aliados transformam ministérios em balcão de negócios. Onde está a moral petista contra a corrupção?
Lewandowski deve explicações urgentes à Procuradoria-Geral da República e ao TCU. A CPI do Banco Master precisa ser instalada já. O Brasil não tolera mais esses conluios entre poder, crime e o PT – é hora de justiça de verdade, não de contratos milionários para ex-ministros.
Lewandowski alega que deixou o escritório nas mãos do filho. O filho de Lewandowski, é um dos advogados da Terra Nova Trading, empresa vinculada a um esquema de fraude bilionária que envolve o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), a Polícia Federal (PF) e a Receita Federal há fortes relações entre a facção criminosa, o setor de combustíveis e instituições financeiras.
Enrique Abreu Lewandowski, filho do ministro da Justiça do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) consta em ações na Justiça como defensor da empresa Terra Nova Tranding. Crime muito, mas muito organizado.
E não para por aí. O Ministério da Justiça de Lula rendeu bons lucros até na farra do roubo aos aposentados do INSS. Associação ligada à Maurício Camisotti, na mira da PF, também contratou o escritório de advocacia do filho do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, para manter acordo no INSS. Uma lama sem tamanho patrocinada pelo governo, no mínimo, irresponsável de Lula, que saiu da cadeia com ajuda de Lewandowski enquanto este era ministro do STF.
O Brasil é de chorar.



