O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira (28) que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, “está bem ciente do destino de Nicolás Maduro” e que seu interesse pessoal deve prevalecer, sob risco de sofrer o mesmo fim caso não colabore com os interesses americanos. A declaração ocorreu durante audiência no Comitê de Relações Exteriores do Senado, defendendo a recente operação militar que depôs o ditador venezuelano.
Ameaça explícita em depoimento oficial
Em texto preparado antecipado e lido na sessão, Rubio alertou que os EUA estão prontos para empregar força militar contra Rodríguez se métodos diplomáticos falharem. “Delcy Rodríguez, vice-presidente de Maduro e agora presidente interina, está bem ciente do destino de Maduro. Seu interesse próprio deve alinhar-se aos nossos objetivos”, declarou o chanceler, filho de imigrantes cubanos e linha-dura contra regimes de esquerda na América Latina.
A audiência, transmitida ao vivo, reforça a postura agressiva do governo Trump em relação à Venezuela. Rubio defendeu o raid em Caracas, ocorrido em 3 de janeiro de 2026, que capturou Maduro e sua esposa Cilia Flores sem baixas americanas, mas com mais de 100 mortes entre forças leais ao regime e cubanos.
Contexto da crise pós-Maduro
Nicolás Maduro, considerado por Trump um “narco-terrorista indiciado”, foi removido do poder após anos de sanções e isolamento. Delcy Rodríguez, ex-ministra das Relações Exteriores e vice-presidente, assumiu como interina, prometendo diálogo com Washington. Em gestos iniciais, libertou 266 presos políticos e abriu canais de comunicação, mas sob pressão intensa dos EUA.
As demandas americanas são claras: acesso preferencial de empresas dos EUA ao petróleo venezuelano, fim das exportações subsidiadas a Cuba e direcionamento de receitas petrolíferas para compras de bens americanos. Rubio destacou a presença naval no Caribe, impondo quarentena a cargas de óleo, como medida para forçar concessões.
Reações internacionais e na Venezuela
Rodríguez respondeu positivamente às exigências, mas críticos acusam os EUA de neocolonialismo. Aliados de Maduro, como Rússia e Irã, condenaram a intervenção, enquanto Brasil e Colômbia apoiam cautelosamente a transição. Na Venezuela, a oposição celebra, mas teme instabilidade se Rodríguez resistir.
Rubio, ex-senador pela Flórida, argumentou que a ação foi “execução da lei” contra narcotráfico, sem necessidade de aprovação prévia do Congresso. Democratas questionaram a legalidade, mas republicanos aplaudiram a rapidez.
Implicações para a região
A declaração de Rubio sinaliza que o governo Trump não tolerará desvios na transição venezuelana. Com Maduro preso em território americano, Rodríguez caminha em campo minado: colaboração total ou o risco de intervenção direta. Analistas preveem negociações intensas nas próximas semanas, com o petróleo como moeda de troca.




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