Caso Araceli: encontrado decapitado e carbonizado, Dante Brito Michelini, foi réu em caso que gerou o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

Corpo decapitado e carbonizado em sítio de Guarapari é de Dante Brito Michelini, réu absolvido no caso Araceli

O corpo encontrado decapitado e carbonizado em um sítio em Meaípe, distrito de Guarapari, na tarde de terça-feira (3), foi identificado como sendo de Dante Brito Michelini, de 76 anos, conhecido como “Dantinho”. Um irmão da vítima reconheceu o cadáver pelas roupas e características físicas, confirmando a identidade informalmente à Polícia Civil.

Dante foi um dos réus absolvidos no emblemático assassinato da menina Araceli Cabrera Crespo, de 8 anos, em 1973, um dos crimes mais notórios de violência sexual contra crianças no Brasil. O irmão de Araceli, Carlos Cabrera Crespo, reagiu: “Deus não falhou”.

Descoberta do corpo

Uma testemunha, preocupada com a ausência do proprietário há dias, visitou o sítio na localidade de Meaípe e encontrou janelas quebradas, paredes destruídas e uma estrutura incendiada. Dentro da residência, policiais localizaram o corpo em avançado estado de decomposição, decapitado e carbonizado, caído entre a varanda e o chão.

A piscina do imóvel, com forte cheiro, foi esvaziada em busca da cabeça, mas só foram achadas duas tartarugas. A Polícia Militar acionou as Polícias Civil e Científica; a Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Guarapari investiga como homicídio.

Quem foi Dante Brito Michelini

Filho de família influente no Espírito Santo dos anos 1970, Dante de Brito Michelini (Dantinho) foi denunciado pelo Ministério Público por rapto, estupro e morte de Araceli Cabrera Crespo. A menina sumiu em 18 de maio de 1973, após sair da escola na Praia do Suá (Vitória); seu corpo apareceu seis dias depois em matagal perto do Hospital Infantil, com marcas de violência sexual.

Condenado em 1980 junto ao pai (Dante de Barros Michelini) e Paulo Constantino Helal, foi absolvido anos depois. A Avenida Dante Michelini, em Vitória, homenageia o pai, gerando controvérsias.

Reações ao crime

Carlos Cabrera Crespo, irmão de Araceli, declarou a jornalistas: “Só queria que meus pais estivessem vivos para ver que Deus não falhou”. A notícia reacendeu debates sobre impunidade no caso, que inspirou leis de proteção infantil.

A Polícia Civil aguarda exame de DNA para confirmação oficial e ouve o irmão formalmente. Nenhum suspeito foi preso.

Linha do tempo

DataEvento
18/5/1973Araceli Cabrera Crespo some em Vitória.
1980Dante e outros condenados; absolvição posterior.
3/2/2026Corpo decapitado encontrado em sítio de Meaípe.
4/2/2026Irmão reconhece; irmão de Araceli reage.

Investigação segue sem detalhes divulgados.

Dante de Brito Michelini foi um dos acusados pela morte da menina Araceli Cabrera Crespo, em 1973, no Espírito Santo — Foto: Arquivo

Em 1980, Dante de Brito Michelini chegou a ser condenado, mas a sentença foi anulada pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo.

Após nova análise do processo, que se estendeu por cinco anos, os réus foram absolvidos por falta de provas. O crime acabou sendo arquivado e nunca teve responsáveis punidos.

Em memória à menina Araceli, o dia 18 de maio foi instituido como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, com a aprovação da Lei Federal 9.970/2000.


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