MP aponta Omissão do Governo em contrato superfaturado e sem licitação na Saúde que se arrasta desde Dilma Rousseff

PDP Fantasma de Dilma a Lula: R$ 1 bi superfaturados sem licitação e sem remédio para o câncer no SUS

Por Victório Dell Pyrro

O escândalo da Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) firmada em 2012, no auge do governo Dilma Rousseff, explode agora como um rombo bilionário no SUS: R$ 511 milhões pagos sem licitação à EMS e Instituto Vital Brazil por mesilato de imatinibe – remédio vital contra leucemia e câncer gastrointestinal –, com contrato de até 200% acima do preço de mercado (R$ 17,3 mil/caixa de referência), sem a prometida transferência de tecnologia.

Omissão Criminosa de Dilma a Lula

Iniciada em 2012 sob Dilma (PT), via Lei 12.598 (dispensa de licitação para PDPs no SUS), a PDP se arrastou por 13 anos sem entregar o essencial: tecnologia para produção nacional barata.

O ministério da Saúde e AGU ignoraram 10 relatórios técnicos (2018-2022) atestando o fiasco, pagando fortunas sem exigir ressarcimento nem extinguir o contrato, como manda norma interna da pasta.

MP Detona Omissão do Governo

O subprocurador Lucas Furtado (MP-TCU) protocolou ontem, 4/2/2026, denúncia contundente: Saúde e AGU foram “omissos e contraditórios”, retardando documentos judiciais e defendendo arquivamento da ação que busca R$ 1 bilhão de volta aos cofres públicos. “Impacta políticas de saúde”, alerta Furtado, expondo como manobras petistas protelaram justiça e encareceram tratamento oncológico no SUS.

Justiça Federal Condena o Esquema

A 29ª Vara Federal do RJ (fim/2025) mandou EMS e IVB devolver tudo: sem transferência efetiva, os valores majorados configuram “enriquecimento sem causa” às custas do erário. Justiça foi clara: só se justifica PDP concretizada – o que nunca ocorreu. Dilma plantou a semente; Lula, mesmo alertado, deixou apodrecer, priorizando cúmplices privados sobre pacientes cancerosos.

Herança Petista de Saque ao SUS

Treze anos de farra sem licitação, de Dilma (2012) a Lula (reeleito 2026), custaram bilhões em remédios caros enquanto o Brasil clama por genéricos acessíveis. Omissão sistemática de PT – Saúde calada, AGU sabotando – grita incompetência ou conivência deliberada. Congresso deve abrir CPI; TCU, multar; e Lula, explicar por que o SUS sangra por esquemas que ele herdou e não cortou. Pacientes esperam; a impunidade, não.

Carlos Sanchez é o dono e presidente do Grupo NC (controlador da EMS Sigma Pharma), fundada por seu pai Emiliano Sanchez em 1964.

Relação com PT, Lula e Dilma

Lula ao lado do empresário Carlos Sanchez, dono da EMS, encampou discurso da indústria farmacêutica ao criticar Anvisa – Foto: Ricardo Stuckert/PR

Sanchez tem laços próximos com o PT: EMS cresceu exponencialmente nos governos Lula e Dilma (2003-2016), virando líder em genéricos com contratos bilionários no SUS, incluindo a PDP de 2012 (superfaturada, como noticiado). Lula inaugurou fábrica da EMS em Hortolândia (SP) em ago/2024, elogiando Sanchez publicamente como “amigo” e parceiro na saúde. Ele chegou a esculhambar a Anvisa por demora em liberar produtos de seu amigo.


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