Moraes afasta e manda por tornozeleira em funcionários da Receita que teriam vazado contrato de sua mulher com Master e resort de Toffoli

Operação investiga se funcionários da Receita Federal quebraram ilegalmente sigilo de ministros e parentes sem aval

A Polícia Federal (PF) cumpriu nesta terça-feira (17) quatro mandados de busca e apreensão que miraram servidores públicos em três estados.

Segundo a PF, os mandados foram cumpridos a partir de representação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A ação da PF ocorreu em meio à investigação que apura possíveis vazamentos de dados da Receita Federal envolvendo autoridades.

Os investigadores buscam saber, por exemplo, se funcionários da Receita quebraram ilegalmente sigilo de ministros do Supremo e de parentes deles sem aval judicial.

As medidas incluem monitoramento por tornozeleira eletrônica (instalação em 24h pela PF), recolhimento domiciliar noturno/fins de semana, afastamento imediato de funções públicas, proibição de acesso à Receita/Serpro, cancelamento de passaportes e veto a saída do país.

O STF acredita que houve vazamento de dados de ministros do STF e cerca de 100 familiares (pais, filhos, irmãos e cônjuges dos 10 ministros).

Detalhes dos Dados Envolvidos

Os vazamentos englobam movimentações fiscais, bancárias e patrimoniais protegidos, rastreados nos últimos 5 anos, sem autorização judicial

Revelações na imprensa ligaram parentes de Dias Toffoli (irmãos e primos) a negócios com fundo Reag Investimentos e Banco Master, suspeito de fraudes; esposa de Alexandre de Moraes, Viviane Barci, tinha contrato milionário com o banco.

Suspeita recai sobre servidores da Receita e Serpro por acessos imotivados, possivelmente repassados à mídia ou terceiros.


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