Caso de pesquisas Veritá é vergonha que acumula condenações e pesquisas proibidas em 14 estados; cadê a PF?

Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte e de Sergipe também proibiram Instituto de fazer divulgação de suas “pesquisas”

Por Victório Dell Pyrro

O jogo sujo na política passa por grandes maracutaias que são facilmente identificadas quando colocam falsamente candidatos em posição de destaque e se espalham como pragas para faturar alto em época de eleições.

As fraudes em pesquisas eleitorais deveriam ser vasculhadas também pela Polícia Federal.

Não que eu esteja acusando ninguém, mas parece muito estranho que o responsável pelo maior número de pesquisas erradas nas eleições de 2022, o Instituto Veritá, por exemplo, já teve “levantamentos” proibidos de serem divulgados por irregularidades técnicas e indícios de fraude em 13 estados e no Distrito Federal, só este ano. Dá para desconfiar, PF?

Na quarta-feira (12), os Tribunais Regionais Eleitorais (TRE) do Rio Grande do Norte e de Sergipe proibiram o Veritá de divulgar resultados de “sondagens” de votos para governo e Senado.

O esquema é velho PF, e todos sabem que políticos mal intencionados se aproveitam para tentar enganar a população com falsos resultados que poderiam em tese, enganar eleitores menos informados do tipo “Maria vai com as outras”. Não que eu esteja acusando o Veritá, mas que merece ser investigado, merece.

Tem muita gente assim, que não lê, não se informa e acredita em institutos como o Veritá. Esse instituto envergonha o significado da palavra verdade em italiano e deveria se chamar Mentirá, uma conjugação futura do verbo mentir em português.

Pois bem, o “Mentirá” tentou em Brasília enganar o eleitor com a divulgação de uma pesquisa que mostrava o criminoso, condenado, ficha suja, José Roberto Arruda, que está inelegível, supostamente à frente nas pesquisas no DF. Bota a lupa PF, o homem costuma carregar sacolas de dinheiro em esquemas de corrupção. Será que levou sacolinhas com panetones para o Mentirá?

Só os tolos caíram na conversa fiada do Instituto no DF. Em Sergipe e no Rio Grande do Norte, a Justiça Eleitoral entendeu que a amostra coletada pelo Veritá divergia drasticamente da realidade estadual, super-representando eleitores ricos e escolarizados, além de outros erros gritantes e que sugerem até serem intencionais nos levantamentos.

Em Sergipe, o instituto elevou artificialmente a proporção de eleitores com ensino superior completo ou incompleto para 31,1% em sua amostra, muito acima do índice de 19,2% fornecido pela sua fonte declarada de dados, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) de 2025 – o TSE aponta que apenas 12,82% do eleitorado sergipano possui esse grau de instrução.

Ao descobrir, o TRE-SE proibiu a divulgação da pesquisa registrada na última quinta-feira (7). Mas um novo levantamento, com os mesmos critérios tidos como irregulares, foi computado nesta quarta-feira (12) para ser publicado na próxima semana. Cadê a PF?

No Rio Grande do Norte, o levantamento incluiu 34% de eleitores com ensino superior (enquanto a média real do cadastro do TSE é de 13,73%) e indicou 25% de eleitores na faixa de maior renda, o dobro de outros institutos. A decisão também impõe multa de mais de R$ 58 mil por reincidência, uma vez que o Veritá já havia sido proibido de divulgar pesquisas anteriores no estado pelas mesmas irregularidades.

O problema é que todo mundo sabe (será que a PF sabe?) que políticos ajudam a pagar as eventuais multas dos institutos por fora?

R$58 mil, é cafezinho pequeninho para quem, como José Roberto Arruda no DF, está obrigado pela justiça a devolver R$ 600 milhões por roubar os cofres públicos. Abre o olho PF.