Gustavo Najjar foi denunciado por estupro por oito mulheres. Decisão unânime ainda precisa ser confirmada pelo Conselho Federal de Odontologia
O Conselho Regional de Odontologia do Distrito Federal cassou por unanimidade, o exercício profissional do cirurgião-dentista Gustavo Chiovatto Najjar.

Gustavo é acusado de estupro por pelo menos oito pacientes e foi condenado em 2024 em um dos casos.
A decisão foi tomada no início deste mês, mas ainda precisa ser confirmada pelo Conselho Federal de Odontologia.
Na decisão, os conselheiros afirmam que a conduta violou deveres de “respeito, dignidade, boa-fé, lealdade, probidade e proteção da pessoa atendida”, além de comprometer a confiança na relação entre dentista e paciente.
O Conselho diz que diante da “excepcional gravidade das infrações éticas reconhecidas”, a cassação do exercício profissional foi considerada uma medida adequada e proporcional.
Em 2024, o dentista foi condenado pela 3ª Vara Criminal de Brasília a seis anos de prisão, em regime inicial semiaberto. A defesa informou, na época, que iria recorrer.
Segundo a investigação da Polícia Civil, a vítima conheceu Najjar pelas redes sociais e foi ao consultório no Shopping Conjunto Nacional, na área central de Brasília, para uma avaliação relacionada a procedimento estético.
A mulher relatou à polícia que, durante a consulta, o dentista passou a fazer perguntas sobre seu corpo e, em seguida, a violentou sexualmente.
Exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) apontaram lesões compatíveis com abuso sexual. Também foram encontrados espermatozoides no material biológico coletado da vítima, e um exame de DNA identificou material genético compatível com o de Najjar.
Após a primeira denúncia, outras sete mulheres procuraram a Polícia Civil.




