Celina Leão diz que panfleto com número errado é jogo muito baixo; vídeo

Um material de campanha atribuído à governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP) foi encontrado neste domingo (11) na região do Cruzeiro, no Distrito Federal, com o número 22 — em vez do 11, número correto da candidata nas urnas. A campanha classificou o panfleto como falso, denunciou o caso à Polícia Federal e afirmou que também acionará o Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF).

O material encontrado

O panfleto foi impresso em uma folha comum de papel A4 e trazia a imagem de Celina Leão, além de elementos visuais associados à sua campanha. Apesar da aparência oficial, o material exibia o número 22, diferente da numeração usada pela governadora na disputa pelo Governo do Distrito Federal.

Segundo a denúncia da campanha, o papel foi localizado dentro de um carro na região do Cruzeiro. Um morador fotografou o material, encaminhou as imagens a apoiadores da candidata e disse ter guardado o panfleto.

O número 22 corresponde ao Partido Liberal (PL), legenda que não lançou candidato próprio ao Governo do DF neste primeiro turno, mas integrou a coligação de Celina Leão. O número correto da governadora na urna eletrônica é 11.

Acusação da campanha

Celina Leão afirmou que o material foi produzido para confundir eleitores e prejudicar sua votação. Em entrevista, classificou a circulação do panfleto como criminosa e disse que o caso já havia sido denunciado à Polícia Federal.

“Isso é um crime. Você produzir um panfleto físico com o número errado de uma candidata, só que eles esqueceram que eu coloquei 14 mil câmeras nessa cidade. Nós vamos pegar esses criminosos, nós vamos denunciar à Polícia Federal”, declarou a governadora, segundo registro feito durante agenda em Santa Maria.

Assista:

A campanha também anunciou que intensificou a divulgação do número 11 em camisetas, materiais eleitorais, entrevistas e propagandas na televisão, como forma de evitar que eleitores se confundam.

Resposta de Leandro Grass

Leandro Grass (PT), adversário de Celina no segundo turno, negou qualquer envolvimento na produção ou distribuição do material. A campanha dele afirmou que a coligação DF do Povo — formada por Federação Brasil da Esperança, PDT e Federação PSOL Rede — não tem responsabilidade sobre o panfleto.

Em nota, a assessoria de Grass repudiou as acusações e afirmou que não há evidências que comprovem a participação da coligação. “A campanha e os partidos que formam a coligação não têm qualquer responsabilidade sobre esse material e repudiam as acusações sem evidências que as comprovem”, informou.

O que ainda não está esclarecido

Até a última atualização, não havia confirmação oficial sobre quem produziu, imprimiu ou distribuiu o panfleto. Também não foi divulgado se a Polícia Federal já abriu inquérito, se houve perícia no material ou se as imagens de segurança citadas por Celina identificaram algum suspeito.

A apuração deve definir se houve propaganda eleitoral falsa, indução a erro do eleitor ou outra infração eleitoral. A denúncia à PF e o eventual pedido ao TRE-DF devem orientar as próximas providências.