O recorde de votos que reelegeu Lira presidente da Câmara revela um Centrão apoiado por todos os lados do seu bolso

Defensor das famigeradas “Emendas Secretas” Arthur Lira conseguiu 464 votos com apoio de partidos de diferentes posições políticas

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O deputado federal Arthur Lira (PP-AL), reeleito nesta quarta-feira (1º) como presidente da Câmara dos Deputados com 464 votos entre os 509 votantes, entra para a história como o mais votado para o cargo em toda a história da Casa Legislativa que tem 197 anos.

Fuca claro que Lira é um grande articulador político, mas o que pode ter pesado mesmo, são suas posições em defesa do bolso dos parlamentares e em ataque aos dos contribuintes.

Ele também bate outro recorde: o de conceder R$ 39.200,00 de salários para deputados e senadores, o que faz cada parlamentar receber, só de salário, mais de 30 vezes o que ganha o pagador de imposto que recebe o salário mínimo de R$1.302,00

Lira concedeu, no apagar das luzes do ano passado, aumento extratosférico de salário para ele mesmo e seu “pares” que o reelegeram. O salário deles será, a partir do mês que vem, 15,2 vezes maior do que a renda média dos cidadãos do país, que é de médio da população brasileira é de R$ 2.737,00.

E não é só isso. O aumento deles para eles é escalonado e terá o salário para os deputados senadores chegando a R$ 46.300,00 em 2026.

A Câmara dos Deputados foi instituída a partir de decreto imperial de 26 de março de 1824, mas teve sua primeira sessão preparatória em 29 de abril de 1826 e sua primeira sessão de abertura da legislatura em 6 de maio de 1826.

Desde então, cerca de 120 mandatos foram registrados. Entre os que mais ocuparam o cargo estão Ulysses Guimarães, Flávio Marcílio e Michel Temer, no período republicano, e Martim Francisco Ribeiro de Andrada, Antonio Moreira Barros e Venâncio Henriques de Rezende.

Até hoje nenhuma mulher foi eleita para presidir os deputados.

Lira quebrou o recorde que pertencia aos ex-presidentes da Câmara João Paulo Cunha (PT), em 2003, e Ibsen Pinheiro (PMDB), em 1991, ambos com 434 votos, mas que não tiveram adversários. Ao contrário de Lira, eles eram candidatos únicos ao posto.

Concorriam com Lira, os deputados:

  • Chico Alencar (PSOL-RJ): 21 votos;
  • Marcel Van Hattem (Novo-RS): 19 votos.

Além disso, houve 5 votos em branco.

Lira é um dos principais articuladores políticos do Centrão e conseguiu, nesta eleição, fazer alianças com partidos de posições políticas diferentes, como os arqui-inimigos PL e o PT.

Lira conseguiu enfiar por decreto, goela abaixo dos pagadores de impostos, um aumento salarial escalonado para deputados federais, senadores, presidente, vice-presidente e ministros de Estado.

Com ampla gama de apoio o deputado Arthur Lira é reeleito presidente da Câmara dos Deputados, na cidade de Brasília, DF, nesta quarta-feira, 01. — Foto: FáTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Lira festejado no Plenário, depois de reeleito

Lira também foi um dos principais defensores e articuladores das emendas de relator, recursos que ficaram conhecidos como orçamento secreto pela falta de transparência e pela disparidade na distribuição entre parlamentares. Esses recursos foram declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado.

Nos dois primeiros anos de mandato como presidente da Câmara, Lira foi aliado do então presidente Jair Bolsonaro e ajudou a articular pautas de interesse do Executivo. No ano passado, ele chegou a fazer campanha a favor da reeleição de Bolsonaro.

Mas, “com um olho no gato e outro no peixe” Lira foi uma das primeiras autoridades da República a parabenizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela eleição e se aproximou do presidente eleito, e atualmente diz que tem uma relação “tranquila” com Lula e que “nunca” fez críticas pessoais ao petista.

O parlamentar tem dito que os governos têm “múltiplas faces” e que apoiava no governo Bolsonaro a “face” do governo liberal na economia, não as pautas antidemocráticas.

Em dezembro, patrocinou uma pauta essencial para o governo eleito de Lula: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, que estourou o teto de gastos para que o governo eleito pagasse promessas de campanha, como o Bolsa Família no valor de R$ 600,00.

O presidente da Câmara disse, ainda, que pretende articular junto ao governo federal, ainda neste ano, a aprovação de uma proposta que apresente um novo “arcabouço fiscal” para o país. Para Lira, o texto deve conter responsabilidade fiscal e garantir, ao mesmo tempo, o “avanço dos programas sociais”, uma previsão sinistra de que os pagadores de impostos serão mais uma vez “presenteados” por aumento, não de seus ganhos, mas de seus impostos.

Veja a nova composição da Mesa Diretora:

  • Presidente: Arthur Lira (PP-AL)
  • 1º vice-presidente: Marcos Pereira (Republicanos – ES)
  • 2º vice-presidente: Sóstenes Cavalcante (PL – RJ)
  • 1ª Secretaria: Luciano Bivar (União – PE)
  • 2ª Secretaria: Maria do Rosário (PT – RS)
  • 3ª Secretaria: Júlio César (PSD – PI)
  • 4ª Secretaria: Lúcio Mosquini (MDB – RO)

Suplentes

  • Gilberto Nascimento (PSC – SP)
  • Pompeo de Mattos (PDT – RS)
  • André Ferreira (PL – PE)
  • Beto Pereira (PSDB/MS)
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