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	<title>Arquivo de 6 X 1 - BSB REVISTA</title>
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	<title>Arquivo de 6 X 1 - BSB REVISTA</title>
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		<title>Fim da escala 6×1 é  aprovado na Câmara e vai para o Senado votar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Calango]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 11:30:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Emprego]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Votação da PEC que reduz jornada de trabalho ainda não tem cronograma definido no Senado A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (27) a Proposta de [...]</p>
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<h2 class="wp-block-heading">Votação da PEC que reduz  jornada de trabalho ainda não tem cronograma definido no Senado</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (27) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana em até 14 meses e permite o fim da escala 6&#215;1.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta foi aprovada por 472 votos a 22 em primeiro turno e 461 a 19 votos no segundo turno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após ser aprovada na Câmara dos Deputados, o texto da PEC do fim da escala 6×1 segue para o Senado. Na Casa, no entanto, ainda não há calendário definido para a tramitação, mas a expectativa é que o texto seja votado antes das eleições.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="768" height="473" src="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2026/05/17799675159057969133307493706399.jpg" alt="" class="wp-image-37979" srcset="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2026/05/17799675159057969133307493706399.jpg 768w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2026/05/17799675159057969133307493706399-600x370.jpg 600w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O texto que irá ao Senado é um substitutivo do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) para a PEC do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que previa jornada de 36 horas, e para a <a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1136412-pec-preve-a-adocao-da-jornada-de-quatro-dias-de-trabalho-para-todos-os-trabalhadores-brasileiros" target="_blank" rel="noopener">PEC 8/25</a>, da deputada Érika Hilton (Psol-SP), de igual jornada em quatro dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o texto, a redução da carga horária semanal será sem redução de salários e haverá uma transição para chegar às 40 horas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de dois meses da publicação da futura emenda constitucional, já valerão os dois dias de descanso remunerado por semana, um dos quais preferencialmente aos domingos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também a partir desse prazo o trabalhador registrado na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) contará com carga horária semanal de 42 horas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um ano depois do fim desses dois meses, portanto 14 meses depois da promulgação, a jornada será de 40 horas por semana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante esse prazo de um ano, convenção ou acordo coletivo de trabalho poderão ampliar a duração diária do trabalho normal (além de 8 horas diárias) para viabilizar a transição de 42 horas, respeitado o repouso remunerado de dois dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Piso salarial<br></strong>A PEC garante que as 8 horas diárias e 40 horas semanais com dois dias de descanso serão aplicadas aos contratos de trabalho em vigor sem qualquer redução salarial, seja nominal, proporcional ou de qualquer outra espécie. A manutenção do salário será aplicada inclusive aos pisos salariais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, há exceções previstas na própria PEC, como para portadores de diploma de curso superior que ganhem acima de 2,5 vezes o teto da Previdência (equivalente hoje a R$ 21.188,87) e para trabalhadores terceirizados em contratos de mão de obra com a administração pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Regimes diferenciados<br></strong>Apesar de a PEC garantir parâmetros mínimos (40 horas e dois dias de descanso), ela permite que leis ordinárias estabeleçam condições e hipóteses de regimes diferenciados, respeitados esses limites e a possibilidade de turnos ininterruptos de revezamento de seis horas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para esses casos, como da escala 12&#215;36 e atividades essenciais de saúde, segurança, transporte e limpeza urbana e outros, convenções ou acordos coletivos de trabalho poderão, excepcionalmente, prever um regime de compensação a fim de assegurar, na média, dois dias de repouso semanal remunerado dentro do mês-calendário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, os dias de folga semanal poderiam ser acumulados para serem tirados em outro período no mês, garantido que pelo menos um dos dias seja após uma semana de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Menos horas<br></strong>A mudança não implicará redução proporcional das jornadas de trabalho já fixadas em patamar igual ou inferior a 40 horas semanais, cujos trabalhadores contarão também com os dois dias de descanso remunerado semanal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto que começa a valer depois de dois meses da publicação da futura emenda constitucional é a perda de validade de cláusulas de convenções e acordos coletivos sobre duração do trabalho e repouso semanal remunerado incompatíveis com o novo patamar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Microempreendedor<br></strong>Fruto das negociações em torno do texto, o deputado Leo Prates incorporou dispositivo para remeter a uma lei complementar a definição de regras transitórias para diminuir o impacto da mudança em microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora não esteja no texto, a ideia é que os MEIs possam contratar dois em vez de um empregado como é permitido hoje. O governo também aceitou reajustar os valores de enquadramento de MEIs, micro e pequenas empresas no Simples Nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A PEC diz que essas medidas serão condicionadas à manutenção de níveis de emprego.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sem limite<br></strong>Sob o argumento de que irá desestimular a “pejotização” (contratação de trabalhador como pessoa jurídica), Prates propõe que as regras constitucionais de duração do trabalho (40h semanais e 8h diárias) e as de controle de jornada não sejam aplicadas ao empregado portador de diploma de nível superior que receba acima de 2,5 vezes o teto da Previdência, que daria hoje o equivalente a R$ 21.188,87 (R$ 8.475,55 de teto).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A exceção seria por liberalidade do empregador (se ele quiser) ou se houver previsão em acordo ou convenção coletiva de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O repouso remunerado de dois dias por semana deve ser cumprido e a nova norma não será aplicada a empregados públicos da administração direta e indireta de quaisquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. A Justiça do Trabalho deverá processar e julgar as ações relativas a essa regra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como essa regra entra em vigor imediatamente depois da publicação da emenda constitucional, os contratos em vigor deveriam ser adaptados, podendo implicar jornadas de trabalho superiores a 44 horas semanais se não existir acordo coletivo ou convenção para determinada carreira.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Terceirização<br></strong>A fim de evitar impacto imediato nos contratos vigentes de trabalho terceirizado na administração direta e indireta dos entes federativos, o texto condiciona a mudança para 42 horas e depois para 40 horas, conforme a transição, ao aditamento do contrato entre a empresa fornecedora da mão de obra e a administração. Isso manteria o equilíbrio econômico-financeiro do contrato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O aditamento deve ocorrer em um ano após a publicação da futura emenda e envolve contratos regidos pela legislação de licitações e contratos administrativos (pessoal de segurança e limpeza, p. ex.), de concessões e permissões de serviços e obras públicas (administradoras de aeroportos ou concessionárias de rodovias, p. ex.), de parcerias público-privadas e de outros instrumentos de colaboração com a iniciativa privada (organizações sociais, p. ex.).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para todos esses trabalhadores será assegurada igualmente a não redução de salários e, caso o aditamento do contrato não saia no prazo previsto, as reduções da jornada semanal para 42h e 40h valerão independentemente disso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se a mudança contratual for realizada no tempo determinado, a nova jornada valerá a partir da data de sua formalização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, os contratos que venham a ser reformulados nos dois meses iniciais de publicação da futura emenda deverão prever a redução para 42 horas prevista na transição e o repouso remunerado de dois dias semanais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Agência Câmara de Notícias</p>
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		<title>Fim da escala 6&#215;1 passa na CCJ e segue para Comissão Especial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Calango]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 07:57:40 +0000</pubDate>
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<h2 class="wp-block-heading">Votação foi simbólica, ou seja, sem registro nominal de votos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com o aval da CCJ, a proposta seguirá para uma comissão especial. O relatório do deputado&nbsp;<strong>Paulo Azi</strong>&nbsp;(União Brasil-BA) foi aprovado de forma simbólica, ou seja, sem o registro nominal dos votos dos parlamentares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório de Azi se limita a analisar a compatibilidade do tema com a Constituição – a chamada admissibilidade. Para o parlamentar, o texto preenche os requisitos constitucionais para avançar no Congresso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O deputado elaborou relatório sobre dois textos apresentados por parlamentares de esquerda:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>um proposto pela&nbsp;<strong>deputada Erika Hilton&nbsp;</strong>(PSOL-SP) no ano passado, que prevê a redução da jornada de trabalho para quatro dias por semana, com prazo de 360 dias para entrada em vigor da nova regra;</li>



<li>a segunda PEC é de autoria do&nbsp;<strong>deputado Reginaldo Lopes</strong>&nbsp;(PT-MG) e foi apresentada em 2019. O texto reduz a jornada de trabalho a 36 horas semanais, com prazo de 10 anos para entrada da norma em vigor.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ambas propõem que a jornada não ultrapasse oito horas diárias.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente, o governo Lula apresentou um projeto de lei na terça-feira (14) — instrumento diferente de uma PEC e que não altera a Constituição que prevê a redução do limite de jornada de trabalho semanal para 40 horas e reduz a escala de 6 para 5 dias de trabalho, com dois dias de descanso remunerado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Atualmente,&nbsp;</em>a jornada semanal máxima de trabalho é de 44 horas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O debate sobre o mérito da PEC, ou seja, os conteúdos da proposta, só será realizado na comissão especial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Paulo Azi, a expectativa é de que a comissão especial para análise do tema seja criada ainda nesta quarta-feira pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).&nbsp;O relator ainda não foi definido.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Recomendações do relator</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a análise da CCJ não avance sobre o mérito da PEC, Paulo Azi faz recomendações no relatório que apresentou nesta quarta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O parlamentar sugere, por exemplo, a&nbsp;discussão sobre uma regra de transição, progressiva, para a entrada das novas regras em vigor e adaptação do setor produtivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O comparativo internacional evidencia que diversas reformas (como no Chile, na Colômbia e no México) foram implementadas de forma gradual, com exemplos de redução de jornada implementada em duas etapas, com prazo diferenciado conforme o porte da empresa, bem como de adoção de cronogramas escalonados com reduções anuais sucessivas&#8221;, afirmou Paulo Azi.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que uma redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, por exemplo, pode elevar entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais na economia. Isso equivale a um acréscimo de até 7% na folha de pagamentos, diz a entidade.</p>
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