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	<title>Arquivo de América Latina - BSB REVISTA</title>
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	<title>Arquivo de América Latina - BSB REVISTA</title>
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		<title>Diabetes avança na América Latina e coloca Brasil no centro da crise de saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Apr 2025 14:56:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Avança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Número de pessoas com a doença deve crescer 45% até 2050 e acende alerta para diagnóstico tardio, desigualdade no acesso e riscos à população mais [...]</p>
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<h6 class="wp-block-heading">Número de pessoas com a doença deve crescer 45% até 2050 e acende alerta para diagnóstico tardio, desigualdade no acesso e riscos à população mais vulnerável</h6>



<p>O diabetes é uma das maiores crises de saúde pública do século XXI e a América Latina, especialmente o Brasil, está no centro dessa epidemia. De acordo com os dados mais recentes do Atlas de Diabetes 2025, o número de adultos vivendo com a condição deve crescer de forma acelerada nas próximas décadas. Em toda a América Central e do Sul, a projeção é de um aumento de 45% nos casos até 2050, saltando de 35,4 milhões de pessoas em 2024 para mais de 51,5 milhões. O Brasil é, de longe, o país mais afetado da região, com números que seguem uma trajetória preocupante, impulsionados pelo envelhecimento populacional, aumento do sedentarismo, crescimento da obesidade e desigualdade no acesso à saúde.</p>



<p>Hoje, estima-se que mais de 16 milhões de brasileiros convivam com o diabetes, em sua maioria do tipo 2, forma da doença associada a fatores genéticos principalmente, combinados com aumento de peso, má alimentação e inatividade física. O mais alarmante, no entanto, é que uma grande parte dessas pessoas desconhece o diagnóstico. O Atlas estima que 43% dos casos da enfermidade no mundo não tenham sido diagnosticados, a imensa maioria deles do tipo 2. Isso significa que milhões de pessoas seguem suas rotinas normalmente, sem saber que estão sob risco elevado de desenvolver complicações graves e até fatais.</p>



<p>Para a endocrinologista Dra. Tarissa Petry, do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o atraso no diagnóstico segue sendo um dos maiores desafios no combate a diabetes. “O diagnóstico precoce é fundamental. Quanto mais cedo identificamos o diabetes, maiores são as chances de controlar a doença e evitar complicações como infarto, AVC, perda da visão e amputações”, explica a especialista. Segundo ela, a ampliação do acesso a exames simples e de baixo custo, como a dosagem de glicemia e a hemoglobina glicada ou o teste oral de tolerância à glicose, poderia ter um impacto significativo, sobretudo nas populações mais vulneráveis.</p>



<p>O impacto econômico também já é sentido. No Brasil, os gastos diretos com o tratamento superam os R$ 42 bilhões por ano, número que tende a aumentar com o crescimento da população com diabetes. Além do custo com medicamentos, insulina e insumos para monitoramento, o sistema de saúde arca com os efeitos de complicações evitáveis, como doenças cardiovasculares, insuficiência renal e amputações. A mortalidade associada ao diabetes também é elevada: mais de 3,4 milhões de pessoas morreram por causas ligadas à doença no mundo apenas em 2024.</p>



<p><strong>Diabetes gestacional</strong></p>



<p>Outro ponto crítico revelado pelos dados mais recentes é a hiperglicemia na gestação, que já afeta cerca de uma em cada cinco gestações. “A condição, que inclui tanto o diabetes pré-clinica quanto o gestacional, traz riscos sérios para mãe e bebê.”se Segundo a endocrinologista, a gravidez é uma oportunidade essencial para identificar alterações metabólicas que muitas vezes estavam presentes antes mesmo da gestação. “O rastreio correto e o acompanhamento adequado podem mudar o rumo da vida dessas mulheres. Com o diagnóstico certo e o cuidado multidisciplinar, é possível evitar complicações e reduzir os riscos para a mãe e o bebê”, afirma a endocrinologista.</p>



<p><strong>Como fica o futuro?</strong></p>



<p>As projeções para o futuro reforçam a urgência de medidas mais eficazes. O mundo deve ultrapassar 850 milhões de pessoas com diabetes até 2050, e o Brasil continuará entre os dez países com maior número de casos. O crescimento acelerado de casos diagnosticados está diretamente ligado ao estilo de vida urbano, caracterizado por dietas ricas em alimentos ultraprocessados, bebidas açucaradas e baixos níveis de atividade física, além de fatores como poluição e estresse crônico. A obesidade infantil também preocupa, já que o diabetes tipo 2 passou a surgir cada vez mais cedo, inclusive entre adolescentes e jovens adultos.</p>



<p>Diante desse cenário, especialistas reforçam que combater a doença exige políticas públicas de prevenção, rastreamento sistemático, programas de educação em saúde e garantia de acesso ao tratamento. O Brasil tem alguns avanços importantes, como a oferta gratuita de insulinas e medicamentos via SUS, mas ainda carece de programas nacionais mais robustos de triagem e acompanhamento. “Não podemos mais tratar o diabetes como uma condição individual. É um problema de saúde pública que exige investimento em prevenção, acesso a medicamentos, equipes multidisciplinares e programas de educação em saúde”, conclui a Dra. Tarissa Petry.</p>



<p>Reduzir seu impacto nas próximas décadas depende de ação imediata e coordenada entre governos, profissionais de saúde, sociedade civil e a população em geral. A urgência é ainda maior na América Latina, onde o crescimento da doença avança em ritmo acelerado, colocando em risco não apenas vidas, mas também a sustentabilidade dos sistemas de saúde.</p>



<p><strong>Sobre o Hospital Alemão Oswaldo Cruz</strong></p>



<p>No Hospital Alemão Oswaldo Cruz servimos à vida. Somos um hospital de grande porte, referência em alta complexidade e confiabilidade. Uma instituição de 127 anos, sólida, dinâmica e determinada a inovar e contribuir com o desenvolvimento da saúde. Nossa excelência é resultado da nossa dedicação, prontidão, empatia no cuidado e na nossa incansável busca pela melhor experiência e resultado para nossos pacientes, com qualidade e segurança certificados internacionalmente pela Joint Commission International (JCI). Contamos com um corpo clínico diversificado e renomado, além de um modelo assistencial próprio, que coloca o paciente e familiares no centro do cuidado. Nosso protagonismo no desenvolvimento da saúde é sustentado por três pilares estratégicos: Saúde Privada; Educação, Pesquisa, Inovação e Saúde Digital; Sustentabilidade e Responsabilidade Social.</p>
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		<item>
		<title>Mercado Livre ultrapassa Petrobras, que afunda, e se torna empresa de maior valor de mercado na América Latina</title>
		<link>https://bsbrevista.com.br/2024/08/03/mercado-livre-ultrapassa-petrobras-que-afunda-e-se-torna-empresa-de-maior-valor-de-mercado-na-america-latina/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Aug 2024 12:37:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Livre]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[ultrapassa]]></category>
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<h6 class="wp-block-heading">Ações da e-commerce dispararam com o anúncio de lucro de US$ 531 milhões no segundo trimestre</h6>



<p>A gigante do comércio eletrônico, Mercado Livre ultrapassou a Petrobras e se tornou a empresa mais valiosa da América Latina.</p>



<p>Em um marco histórico para o setor de e-commerce o Mercado Livre superou a petrolífera brasileira Petrobras e se tornou a empresa com maior valor de mercado na região.</p>



<p>A ascensão meteórica do Mercado Livre foi impulsionada pelos resultados financeiros do segundo trimestre, divulgados recentemente. </p>



<p>A empresa registrou um lucro líquido de US$ 531 milhões, um crescimento de mais de 100% em relação ao mesmo período do ano anterior, superando as expectativas dos analistas.</p>



<p>Com esse desempenho excepcional, as ações do Mercado Livre dispararam na Bolsa de Nova York, impulsionando a valorização da empresa que nasceu na Argentina há 25 anos e tem sede no Uruguai e consolidando sua posição de liderança no setor.</p>



<p>Números que impressionam:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Lucro líquido: US$ 531 milhões no segundo trimestre, um aumento de mais de 100% em relação ao mesmo período do ano anterior.</li>



<li>Valor de mercado: O Mercado Livre ultrapassou a Petrobras, tornando-se a empresa mais valiosa da América Latina. No final de 2023, o Mercado Livre valia US$ 79,4 bilhões. Agora, essa quantia atingiu US$ 89,8 bilhões. O número representa um crescimento de US$ 10,3 bilhões, ou 13% em menos de um ano.</li>



<li>Crescimento: A empresa continua expandindo sua operação na região, com um crescimento significativo em diversos indicadores.<br></li>
</ul>



<p>O que explica esse sucesso?</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Adaptação à nova realidade: O Mercado Livre soube se adaptar rapidamente às mudanças no comportamento do consumidor, aceleradas pela pandemia, e se consolidou como um dos principais players do comércio eletrônico na região.</li>



<li>Diversificação de negócios: Além do marketplace, a empresa oferece uma gama de serviços financeiros e logísticos, o que contribui para a sua solidez e crescimento.</li>



<li>Investimento em tecnologia: O Mercado Livre investe continuamente em tecnologia e inovação, o que lhe permite oferecer uma experiência cada vez mais completa aos seus clientes.</li>
</ul>



<h6 class="wp-block-heading"><br>O futuro promissor do Mercado Livre:</h6>



<p><br>Com os resultados positivos e a perspectiva de crescimento contínuo, o Mercado Livre se consolida como um dos maiores sucessos empresariais da América Latina. </p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A empresa está bem posicionada para continuar expandindo seus negócios e se tornando um player global de destaque no setor de e-commerce.</li>
</ul>



<p>No caso da Petrobras, deu-se o inverso do crescimento do Mercado Livre. No fim de 2023, ela valia US$ 102,79 bilhões e, agora, o montante baixou para US$ 83,88 bilhões, uma queda de 18,4%.</p>



<p></p>
<div id="bsbre-284362511" class="bsbre-depois-do-conteudo-2" style="clear: both;"><img decoding="async" src="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Carro-e-Cia-quadrado.jpg" alt=""  srcset="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Carro-e-Cia-quadrado.jpg 1048w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Carro-e-Cia-quadrado-600x600.jpg 600w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Carro-e-Cia-quadrado-1024x1024.jpg 1024w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Carro-e-Cia-quadrado-60x60.jpg 60w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Carro-e-Cia-quadrado-768x768.jpg 768w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Carro-e-Cia-quadrado-900x900.jpg 900w" sizes="(max-width: 1048px) 100vw, 1048px" width="1048" height="1048"   /></div><br style="clear: both; display: block; float: none;"/><div id="bsbre-3934761693" class="bsbre-depois-do-conteudo"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Vale-das-cachoeiras-anuncio-Bsb-Revista.jpg" alt=""  srcset="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Vale-das-cachoeiras-anuncio-Bsb-Revista.jpg 937w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Vale-das-cachoeiras-anuncio-Bsb-Revista-600x321.jpg 600w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Vale-das-cachoeiras-anuncio-Bsb-Revista-768x411.jpg 768w" sizes="(max-width: 937px) 100vw, 937px" width="937" height="502"   /></div><p>O post <a href="https://bsbrevista.com.br/2024/08/03/mercado-livre-ultrapassa-petrobras-que-afunda-e-se-torna-empresa-de-maior-valor-de-mercado-na-america-latina/">Mercado Livre ultrapassa Petrobras, que afunda, e se torna empresa de maior valor de mercado na América Latina</a> apareceu primeiro em <a href="https://bsbrevista.com.br">BSB REVISTA</a>.</p>
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		<title>China e EUA na disputa pelo lítio da América Latina</title>
		<link>https://bsbrevista.com.br/2023/04/16/china-e-eua-na-disputa-pelo-litio-da-america-latina/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Calango]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Apr 2023 20:04:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Litio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais da metade do lítio mundial está nos territórios da Argentina, Bolívia e Chile, o que tem levado a região a despertar o interesse mundial. [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Mais da metade do lítio mundial está nos territórios da Argentina, Bolívia e Chile, o que tem levado a região a despertar o interesse mundial.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mais da metade do lítio mundial está na Argentina, Bolívia e Chile, um triângulo que tem despertado o interesse de governos e investidores que querem entrar nesses mercados.</p>
<p>Países como China e Estados Unidos não querem perder a oportunidade de contar com um metal fundamental para fabricar as baterias usadas nos carros elétricos, um mercado em expansão e no qual entram cada vez mais investidores.</p>
<p>“As principais potências estão lutando para obter os minerais necessários para a transição energética e a América Latina é um importante campo de batalha”, diz Benjamin Gedan, diretor do Programa América Latina do centro de estudos Wilson Center, à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC).</p>
<p>&#8220;Os Estados Unidos chegaram atrasados ​​à festa e Washington está claramente ansioso pela vantagem inicial da China&#8221;, acrescenta.<br />
Empresas chinesas estão há anos procurando lugares para estocar o chamado ouro branco em diferentes partes do mundo, principalmente na América Latina, onde estão as maiores reservas mundiais do metal.</p>
<p>A Bolívia lidera a lista com reservas conhecidas estimadas em 21 milhões de toneladas, seguida pela Argentina (19,3 milhões) e Chile (9,6 milhões), segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos.</p>
<p>E o México, embora tenha apenas 1,7 milhão de toneladas (nono lugar da lista), se tornou uma figura relevante na América do Norte, não só pela proximidade geográfica com os Estados Unidos e Canadá, mas também porque está se tornando um centro produtor para carros elétricos (principalmente após o recente anúncio de gigantes que instalarão fábricas em seu território, como Tesla e BMW).</p>
<p>A general Laura Richardson, chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, alertou que a China &#8220;continua a expandir sua influência econômica, diplomática, tecnológica, informativa e militar na América Latina e no Caribe&#8221;, durante uma apresentação perante o Comitê de Serviços Armados da Câmara de Representantes em março.</p>
<p><figure id="attachment_9607" aria-describedby="caption-attachment-9607" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-9607" src="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2023/04/bbc-3-600x337.jpg" alt="A general Laura Richardson, chefe do Comando Sul dos EUA, disse estar preocupada com a &quot;atividade maligna&quot; da China na América do Sul — Foto: GETTY IMAGES via BBC" width="600" height="337" srcset="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2023/04/bbc-3-600x337.jpg 600w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2023/04/bbc-3-768x432.jpg 768w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2023/04/bbc-3.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-9607" class="wp-caption-text">A general Laura Richardson, chefe do Comando Sul dos EUA, disse estar preocupada com a &#8220;atividade maligna&#8221; da China na América do Sul — Foto: GETTY IMAGES via BBC</figcaption></figure></p>
<p>&#8220;Esta região está cheia de recursos e me preocupa a atividade maligna de nossos adversários se aproveitando disso. Parece que eles estão investindo quando na verdade estão extraindo&#8221;, argumentou Richardson.</p>
<p>Sobre o “triângulo de lítio” na América do Sul, formado por Argentina, Bolívia e Chile, ela disse que “a agressividade da China e seu jogo no terreno com o lítio é muito avançado e muito agressivo”.</p>
<p>O que a China diz?<br />
Assim como os Estados Unidos e outros países embarcam em seu plano de recuperar parte de sua independência energética, a China também se prepara há vários anos de olho nos minerais mais cobiçados pelo comércio global, entre eles o lítio.</p>
<p>&#8220;A China tem um alto grau de dependência externa de alguns recursos minerais importantes e, uma vez que a situação internacional mude, certamente afetará a segurança econômica ou mesmo a segurança nacional&#8221;, disse o ministro de Recursos Naturais, Wang Guanghua, no início de janeiro. em uma entrevista à agência de notícias estatal Xinhua.</p>
<p>O governo incluiu 24 minerais estratégicos em seu Plano Nacional de Recursos Minerais publicado em 2016.</p>
<p>Entre eles estão metais como ferro, cobre, alumínio, ouro, níquel, cobalto, lítio e terras raras, além de recursos energéticos tradicionais como petróleo, gás natural, gás de xisto e carvão.</p>
<p>O plano observa que os minerais são essenciais para &#8220;salvaguardar a segurança econômica nacional, a segurança da defesa nacional e o desenvolvimento de indústrias emergentes estratégicas&#8221;.</p>
<p><figure id="attachment_9608" aria-describedby="caption-attachment-9608" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-9608" src="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2023/04/bbc-4-600x337.jpg" alt="Sob a liderança do presidente Xi Jinping, a China está investindo em grandes projetos de mineração de lítio na América do Sul — Foto: GETTY IMAGES via BBC" width="600" height="337" srcset="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2023/04/bbc-4-600x337.jpg 600w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2023/04/bbc-4-768x432.jpg 768w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2023/04/bbc-4.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-9608" class="wp-caption-text">Sob a liderança do presidente Xi Jinping, a China está investindo em grandes projetos de mineração de lítio na América do Sul — Foto: GETTY IMAGES via BBC</figcaption></figure></p>
<p>Aumento explosivo do investimento chinês<br />
Enquanto as empresas chinesas avançam na América do Sul com gigantescos investimentos em mineração, os países do triângulo pretendem aproveitar a tecnologia e o capital das empresas chinesas com o objetivo de promover o desenvolvimento industrial local.</p>
<p>Só nos primeiros três meses deste ano, empresas chinesas fecharam acordos ambiciosos para investir na Bolívia, Argentina e no Chile.</p>
<p>Na Bolívia, as empresas chinesas CATL, BRUNP e CMOC comprometeram cerca de US$ 1 bilhão em projetos de lítio nos departamentos de Potosí e Oruro, segundo o centro de estudos Atlantic Council.</p>
<p>Na Argentina, a Chery Automobile vai investir cerca de US$ 400 milhões na construção de uma fábrica para a produção de veículos elétricos, possivelmente em Rosário.</p>
<p>E no Chile, as empresas Tsingshan Holding Group, Ruipu Energy, Battero Tech e FoxESS se comprometeram a investir em um parque industrial de lítio na cidade de Antofagasta, por um valor ainda desconhecido.</p>
<p>A relação comercial entre Argentina e China está cada vez mais estreita na mineração de lítio, com o anúncio de pelo menos nove projetos de investimento só em 2022 nas áreas de Salta, Catamarca e Jujuy.</p>
<p><figure id="attachment_9609" aria-describedby="caption-attachment-9609" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-9609" src="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2023/04/bbc-5-600x337.jpg" alt="Nos últimos três meses, foram anunciados investimentos chineses milionários no Cone Sul — Foto: GETTY IMAGES via BBC" width="600" height="337" srcset="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2023/04/bbc-5-600x337.jpg 600w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2023/04/bbc-5-768x432.jpg 768w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2023/04/bbc-5.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-9609" class="wp-caption-text">Nos últimos três meses, foram anunciados investimentos chineses milionários no Cone Sul — Foto: GETTY IMAGES via BBC</figcaption></figure></p>
<p>Competição tecnológica e geopolítica entre gigantes<br />
De acordo com o diretor associado do centro de estudos Adrienne Arsht Latin America Center do Atlantic Council, Pepe Zhang, &#8220;os Estados Unidos estão buscando ativamente fortalecer sua posição nas cadeias globais de fornecimento de minerais críticos e tecnologias verdes&#8221;.</p>
<p>Nesse contexto, “o lítio está se mostrando uma área cada vez mais crítica na competição tecnológica e geopolítica entre os Estados Unidos e a China”, diz à BBC News Mundo.</p>
<p>E a China vai com o pé no acelerador.</p>
<p>Este ano, estima Zhang, será um período importante para os investimentos minerais do gigante asiático na região.</p>
<p>As projeções indicam que os US$ 1,4 bilhão comprometidos para este ano superariam o investimento de US$ 1,1 bilhão em 2021 e 2020.</p>
<p>&#8220;Só em janeiro, vimos três empresas chinesas se comprometerem com um investimento de US$ 1 bilhão na Bolívia&#8221;, diz o pesquisador.<br />
O fator &#8220;segurança nacional&#8221;<br />
A Casa Branca também estabeleceu explicitamente a garantia de uma cadeia de abastecimento mineral como uma de suas prioridades por razões estratégicas.</p>
<p>“Minerais críticos fornecem os alicerces para muitas tecnologias modernas e são essenciais para nossa segurança nacional e prosperidade econômica”, disse o governo de Joe Biden em um comunicado no ano passado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isso inclui minerais como lítio, cobalto e terras raras, utilizados em diversos produtos, desde computadores a eletrodomésticos, e que são insumos fundamentais para a produção de tecnologias como baterias e veículos elétricos, turbinas eólicas ou painéis solares.</p>
<p>Enquanto parte do mundo tenta progredir na transição para uma energia mais limpa, a demanda global por esses minerais críticos &#8220;disparará entre 400% e 600% nas próximas décadas&#8221;, diz o texto.</p>
<p>E, acrescenta, para minerais como o lítio e o grafite, “a procura vai aumentar ainda mais, até cerca de 4.000%”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Um cabo de guerra entre Washington e Pequim&#8221;<br />
“A China leva vantagem pela disposição de Pequim de investir na produção de baterias na América Latina”, argumenta Gedan.<br />
Enquanto &#8220;os Estados Unidos estão focados principalmente na aquisição de matérias-primas para as empresas americanas construírem tecnologias ecológicas&#8221;.<br />
Diante desse dilema, é provável que os países latino-americanos considerem a oferta asiática mais atrativa do que o modelo tradicional de exportação de suas commodities com muito pouco valor agregado.</p>
<p>&#8220;Os Estados Unidos estão claramente ansiosos para recuperar o atraso&#8221;, diz o especialista. &#8220;Não é de admirar que a América do Sul se encontre em um cabo de guerra entre e Pequim.&#8221;</p>
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